sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A problemática do saldo credor acumulado de ICMS nas empresas


O crédito acumulado de ICMS decorre da aplicação benefícios fiscais concedidos na forma de reduções de base de cálculo, diferimentos, isenções, bem como da aplicação de alíquotas diversificadas.

As saídas destinadas a exportação, por não ter a incidência do ICMS, por seu turno também geram o direito a manutenção do crédito de ICMS pago por ocasião das entradas, assim formando créditos de ICMS decorrentes de exportação.

A simples existência de crédito acumulado de ICMS, não representa uma redução efetiva da carga tributária se o contribuinte não souber como utilizá-lo.

O ICMS é definido em nossaConstituição Federal, noArtigo 155, II, parágrafo segundo, que determina:

O imposto previsto (...)
I ) Será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa a circulação de mercadorias ou prestação de servicos, com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.

Temos aqui a definição do princípio constitucional que norteia o ICMS, que é o princípio da não cumulatividade.

Neste sentido aLei Complementar 87/96, estabeleceu em seuArtigo 24, inciso III que:

III- Se o montante dos créditos superar os débitos, a diferença será transportada para o mês seguinte.

ALC 87/96, também conhecida como Lei Kandir, também estabeleceu a possibilidade de transferência a outros contribuintes, quando noArtigo 25, ,parágrafo segundo assim estabelece:

Parágrafo Segundo - A Lei estadual poderá, nos demais casos de saldos credores acumulados a partir da vigência desta Lei Complementar, permitir que:

II - sejam imputados, pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado.

III - sejam transferidos, nas condições que definir, a outros contribuintes do mesmo Estado.

No entanto, as possibilidades de transferência, vem sofrendo cada vez mais empecilhos na legislação, por motivos óbvios: ao transferir o crédito, o contribuinte que recebe a transferência deixará de recolher tributos aos cofres públicos, o que não é do interesse de nenhum ente fazendário.

Diante desta postura das Fazendas Estaduais, cria-se o conflito e a problemática dos saldos credores acumulados do ICMS.

De um lado, a legislação outorga ao contribuinte que por ocasião da saída, que aquela sua atividade terá base de cálculo ou alíquota reduzida, ou ainda, não terá incidência, a intenção é beneficiar este contribuinte, em função de motivos diversos, vez que o ICMS é um imposto seletivo, que visa regular a cadeia produtiva como um todo.

A mesma legislação, que estabelece a não incidência ou incidência reduzida do ICMS, estabelece, em nome fazer acontecer o que ela determina, que o imposto pago por ocasião destas entradas, poderá lançado a crédito na escrituração fiscal do contribuinte. Nada mais justo, pois do contrário o benefício estabelecido seria apenas "meio-benefício", uma vez que não se teria a incidência do imposto na saída, mas se tem a incidência do imposto na entrada.
Sem débitos do imposto, e com créditos que superam os débitos, as empresas nesta situação passam a acumular saldos credores acumulados de ICMS. Mas como dissemos no início, a simples existência do crédito acumulado não significa a concretização do benefício.
Manter saldo credor acumulado indefinidamente em sua escrita fiscal, não é um benefício, pelo contrário, pode ser altamente prejudicial ao fluxo de caixa das empresas, senão vejamos:
1) O imposto embutido nas compras e aquisições foi pago, o fornecedor recolheu este imposto aos cofres públicos.

2) O crédito de ICMS, trata-se de um ativo, um imposto a recuperar, e como tal figura no ativo circulante das empresas.

3) Ao figurar no ativo circulante, este saldo credor de ICMS, está gerando um lucro fictício no balanço das empresas que não o recuperam, contribuindo inclusive para aumento indevido da carga tributária federal, no que diz respeito ao Imposto de Renda e Contribuição Social.
O suposto benefício, assim deixa de ser um benefício, passando a ser algo prejudicial a saúde financeira da empresa. Não apenas por estar com um crédito fiscal sem liquidez. Mas antes se esta empresa, tivesse a incidência do ICMS.

Pois havendo a incidência normal do ICMS, ao invés do suposto benefício, o elo não se romperia nela, detentora do crédito. Isto porque passaria este ICMS ao adquirente das mercadorias, que por sua vez iria dar sequência a cadeia, indo parar no consumidor final.
Desta forma, defendemos que nestes casos melhor seria ter a incidência do ICMS na saída do que não ter ou ter de forma reduzida, desde que é claro se possa repassar ao elo seguinte da cadeia para que o mesmo se credite do imposto, dando vazão ao princípio constitucional da não cumulatividade do ICMS.

No entanto existe a possibilidade de transformar estes saldos credores em recursos no caixa da empresa, através de procedimentos administrativos próprios, com a homologação da Secretaria da Fazenda.

Governo quer reduzir despesas com seguro-desemprego e abono


Com o avanço no rombo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que chegará a R$ 5 bilhões neste ano, o governo prepara regras para reduzir os gastos com benefícios pagos ao trabalhador.
O Ministério do Trabalho propõe aumento da alíquota do PIS para as empresas que apresentarem taxa de rotatividade acima da média do setor e redução do tributo para as que ficarem bem abaixo.
A proposta rivaliza com outra, do Ministério da Fazenda, que busca endurecer as regras para pagamento não só do seguro desemprego como também do abono salarial, o chamado 14º salário.
Uma ideia é elevar de seis para oito meses o mínimo que o demitido precisa ter trabalhado nos 36 meses anteriores à dispensa para ter direito ao seguro-desemprego.
Além disso, o Tesouro quer dificultar mais o seguro para quem que tenta acessar o benefício mais de uma vez.
Recentemente, o pagamento foi condicionado à matrícula em cursos profissionalizantes para quem estiver solicitando o seguro pela terceira vez em dez anos.
A última proposta é reduzir gastos com o abono, equivalente a um salário mínimo e pago a trabalhadores de baixa renda, dando benefício proporcional ao tempo trabalhado no ano anterior. Só recebe o valor total quem ficou empregado o ano inteiro.
Estuda-se também acabar com o abono, sob argumento de que ele foi criado para compensar o baixo valor do salário mínimo e, com os recentes reajustes acima da inflação, tornou-se desnecessário.
As centrais sindicais já avisaram ao Planalto que não aceitarão medidas que retirem benefícios.

A cada 16 segundos uma pessoa é vítima de tentativa de fraude no Brasil


A cada 16 segundos um consumidor brasileiro é vítima de tentativa da fraude conhecida como roubo de identidade, em que criminosos usam dados pessoais de vítimas para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos ou realizar um negócio sob falsidade ideológica. Segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude, de janeiro a junho deste ano foram registradas 989.678 de tentativas de fraudes como essa no país. O número é o maior já registrado desde 2010, ano em que a Serasa Experian iniciou a medição. Em igual período de 2011, foram registradas 963.631 tentativas de fraudes. No primeiro semestre de 2010, foram contabilizadas 886.920 tentativas de golpes, o que equivale a uma tentativa a cada 17,7 segundos.
"Os golpistas costumam abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedem cartões de crédito, fazem empréstimos bancários em nome de outras pessoas. Normalmente eles usam os cartões e cheques em pacotes turísticos, salões de beleza, restaurantes, entre outros", alerta o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.
O segmento que apresentou o maior número de tentativas de fraude de janeiro a junho de 2012 foi o setor de serviços, composto por seguradoras, construtoras, imobiliárias e serviços gerais (empresas que vendem pacotes turísticos, salões de beleza, entre outras), com 37% do total, seguido por telefonia (30%), bancos e financeiras (19%), varejo (12%) e outros (2%). Em igual período de 2011, o setor de serviços também liderou as tentativas de fraudes com 33%. Na sequencia vieram bancos e financeiras (28%), telefonia (25%), varejo (12%), e outros (2%). Em 2010, serviços liderou com 30%, seguindo por bancos e financeiras (29%).
Imagem: Thinkstock

As principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador da Serasa Experian:

No setor de serviços:

  •  Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a "conta " para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.
  •  Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular, etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima.

No setor de telefonia

  •  Golpe: compra de celulares com documentos falsos ou roubados.

No setor bancos e financeiras

  • Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a "conta" para a vítima, neste caso toda a "cadeia" de produtos oferecidos (cartões, cheques) potencializam possível prejuízo às vítimas aos bancos e ao comércio.

No setor varejo

  •  Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a "conta" para a vítima. Poderá ainda fazer "lavagem" de dinheiro, normalmente pagando as prestações em dinheiro e depois vendendo o veículo e "esquentando" o dinheiro.
"Quase todo dia apresentamos um de nossos documentos, como carteira de identidade ou CPF, para pessoas que não conhecemos. Podem ser mostrados para funcionários de lojas ou até porteiros de prédios e condomínios. Além disso, fazemos vários cadastros pela internet. É difícil ter controle sobre quem tem acesso aos nossos dados, mas existem formas infalíveis de evitar que nossas informações sejam usadas por criminosos. Nunca deixe o documento na mão de um desconhecido sem que você esteja por perto. Hoje, é possível falsificar um documento de identidade, um CPF, uma conta que representaria a sua confirmação de telefone, uma conta de luz, água", diz Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian.
"No fim de ano a procura por crédito aumenta em 10%. E certamente as fraudes acabaram se elevando, tendo essa mesma tendência", diz o presidente da Serasa Experian.
As tentativas de fraudes este ano foram alertas que a Serasa Experian identificou e informou aos seus clientes durante as realizações de consultas feitas à base de dados da companhia.
A Serasa Experian responde diariamente a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil empresas de diversos portes e segmentos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio: prospecção, desde a prospecção até a recuperação.
Segundo o indicador, se as tentativas de fraude nos seis primeiros meses de 2012 tivessem sido realizadas, o prejuízo total estimado seria de R$ 3,6 bilhões no período.
O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude é semestral e reflete o resultado do cruzamento de três conjuntos de informações: total de consultas mensais a CPFs, estimativa de risco de fraude e valor médio das que ocorreram (ler mais na página 02).
Pesquisas da Serasa Experian apontam que estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas, dobra a probabilidade de ser vítima de uma fraude.

Precaução

A pesquisa revela a importância de o consumidor adotar cuidados simples em seu dia a dia, como:

Não fornecer seus dados pessoais para pessoas estranhas;
Não fornecer ou confirmar suas informações pessoais ou número de documentos pelo por telefone, cuidado com promoções ou pesquisas;
Não perder de vista seus documentos de identificação quando solicitados para protocolos de ingresso em determinados ambientes ou quaisquer negócios;
Não informar os números dos seus documentos quando preencher cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas;
Não fazer cadastros em sites que não sejam de confiança; cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou promoções. 
Fique atento às dicas de segurança da página, por exemplo, como a presença do cadeado de segurança.
Cuidado com dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passar por você, usando informações pessoais, como por exemplo, signo, modelo de carro, time que torce, nome do cachorro, etc
;Manter atualizado o antivírus do seu computador, diminuindo os riscos de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões;

Quando for vítima de roubo, perda ou extravio de documentos, a primeira medida é cadastrar a ocorrência gratuitamente na base de dados da Serasa Experian, no linkwww.serasaconsumidor.com.br. Esta informação estará disponível na mesma hora para o mercado. Depois, o consumidor deve fazer um boletim de ocorrência. Assim, sempre que ele for consultado, o concedente de crédito saberá que se trata de um documento roubado e terá mais cuidado ao fechar um negócio.

Sebrae dá dicas para empreendedores planejarem negócios para a Copa do Mundo Fifa 2014


O acesso aos serviços financeiros é fundamental para que os pequenos negócios se mantenham de forma sustentável e ganhem mercado. A Copa do Mundo Fifa 2014 abre um leque de oportunidades para investimentos. Informar-se sobre a maneira adequada de se beneficiar de instrumentos como o crédito, por exemplo, pode contribuir para o sucesso da empreitada.
No portal do Sebrae, no link Acesso a Serviços Financeiros, os candidatos a empresários encontram dicas e orientações sobre onde buscar recursos e tomar empréstimo, além maneiras de conseguir garantias.
Segundo recomendam os técnicos da instituição, antes de tomar um empréstimo, o empreendedor precisa avaliar se realmente necessita do serviço. Muitas vezes, os problemas de natureza financeira resultam em equívocos como excesso de estoques, custos mais elevados que as receitas, e investimentos desnecessários.
Também é preciso saber onde os recursos serão direcionados e qual o montante necessário a ser tomado. Conhecer o preço daquilo em que se pretende investir, como máquinas e equipamentos, ajuda a organizar o processo. O Sebrae recomenda verificar no mercado as possibilidades de pagamento e as taxas de juros a curto, médio e longo prazo. Quem pretende pegar um financiamento tem de estudar a capacidade de pagamento e pensar se o crédito ajudará a ampliar o negócio e o faturamento.

Financiamentos

Os pequenos negócios ainda enfrentam obstáculos para acessar serviços financeiros junto aos bancos tradicionais, devido à dificuldade de cobrir as garantias exigidas. Para democratizar os financiamentos, o Sebrae apoia o modelo das Sociedades de Garantia de Crédito (SGC). Essas entidades dão aval ao pagamento do empréstimo aos bancos. Com a garantia, consegue-se ainda reduzir os juros, pois o risco da inadimplência diminui.
O Sebrae também possui o Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe). Formado com recursos orçamentários da instituição, o Fampe complementa as garantias exigidas na hora de se tomar o empréstimo. Para ter acesso, o empreendedor deve buscar bancos conveniados, como Caixa Econômica e Banco do Brasil.
Já os donos de micro e pequenas empresas (MPE) que procuram empreender por conta do mundial de futebol têm à disposição o portal do Programa Sebrae 2014. O Programa existe nas 12 cidades-sede do torneio e ajuda as MPE a enxergarem melhor as perspectivas comerciais do megaevento esportivo. O Portal apresenta o Sebrae 2014, estimula a procura por produtos da instituição e reúne informações úteis, como um calendário de licitações. 

Saiba como driblar a desmotivação


A relação entre chefe e subordinado e a falta de perspectiva de crescimento, aliados a um clima insatisfatório, são fatores que ocupam o primeiro lugar em termos de desmotivação profissional. Em seguida, vêm o descontentamento, a remuneração e a atividade realizada. E, como do ponto de vista da empresa, funcionário desmotivado é sinônimo de baixa produtividade, é preciso ficar atento a essa situação.
E como driblar essa desmotivação? Nada como uma boa conversa, para detectar as razões dessa fase. Durante esse processo, é possível reverter a situação e distribuir melhor as tarefas, ou até mesmo mudar o colaborador de área, caso seja de seu interesse. É possível, por meio de soluções simples, deixar ambas as partes satisfeitas e recuperar a produtividade com esse remanejamento.
Como na correria do dia a dia os sinais de desânimo podem passar despercebidos, é fundamental melhorar a interface do Departamento de Recursos Humanos com os colaboradores, bem como investir em programas que busquem aumentar a integração entre os funcionários e a retenção de talentos.
Imagem: Thinkstock 

Ginástica laboral, massagem, comunicação interna intensa, treinamentos, entre outros,podemcapacitar, aprimorar e motivar a equipe. Já para atrair talentos, são recomendados um programa de boas-vindas, com a realização de palestras e exibição de vídeos, e um período que permita aos recém-chegados conhecer um pouco mais da história da rede e vestir a camisa da empresa. Para os mais antigos, uma atividade de reintegração, em que funcionários de diferentes setores possam interagir e trocar experiências, pode formar um time mais coeso e bem ambientado.

A relação com os colaboradores também deve ultrapassar as atividades rotineiras. O objetivo é encontrar sempre novas formas de motivar e formar talentos para o crescimento da empresa e da economia do País. Recursos humanos são uma prática diária, que requer sensibilidade, razão e ação.

O segredo dos vendedores de sucesso


Muita gente da minha geração cresceu ouvindo dizer que vendedor bom era aquele que "empurrava até mesmo geladeira para esquimó". Ou então, que "concorrente bom era concorrente morto". Se pegássemos esses dois "pensamentos" e os batêssemos no liquidificador, teríamos algo mais ou menos assim: "Todo cliente é burro e nasceu para ser enganado".
Foi-se o tempo em que se acreditava que um bom vendedor vendia qualquer coisa para qualquer um. Tal mito, que imperou na cabeça de muita gente durante algumas décadas, acabou distorcendo os valores daquilo que podemos chamar de "real competência de vender", formando ao longo dos anos um verdadeiro exército de repetidores de scripts e seguidores burocráticos.
A sociedade hoje está muito mais complexa, com consumidores/compradores conscientes dos seus direitos e da realidade chamada concorrência. Tais fatores ampliaram seu senso crítico e, consequentemente, forçaram os profissionais de vendas e de atendimento a se reinventarem também, honrando no mundo dos negócios o princípio de Darwin, onde "sobreviverão não os mais fortes, mas os que se adaptarem mais rápido".
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O tempo de reinado absoluto de uma novidade dura até o surgimento do seu primeiro concorrente, muitas vezes parido através do benchmarking cerrado do original. Com tecnologias cada vez mais iguais, sejam elas aplicadas a bens de consumo ou serviços, cada vez fala mais alto a necessidade do profissional de vendas desenvolver as capacidades humanas de envolvimento, comunicação e persuasão, não no sentido de "enrolação", e sim nas capacidades de apresentar caminhos seguros e de dar a mão ao cliente durante seus primeiros passos no mundo daquilo que vendemos.

A compreensão do cliente torna-se o principal diferencial competitivo de empresas e de profissionais. O principal reflexo dessa necessidade está na quantidade de SACs, ouvidorias, ombudsmen e outros canais abertos para a manifestação, setores que deveriam estourar um champagne a cada nova solicitação pós-venda. Afinal, é melhor que o cliente se manifeste conosco do que com nosso concorrente, certo? A redução desse tipo de canal de comunicação pós-vendas vai acontecer conforme desenvolvermos nossa capacidade de ouvir, de observar e de servir no pré-vendas.
Quando forçamos a venda, não dando fôlego para o raciocínio do cliente, não corremos o risco de "vender qualquer coisa a qualquer um", mas de vender alguma coisa para a pessoa errada, apoiando-se mais na fraqueza do que na força do cliente. Nesse caso, o "mérito" da venda estará mais na sua predisposição excessiva do cliente, que consome para preencher buracos emocionais, do que na capacidade de persuasão positiva de quem vende. Com clientes assim, uma prateleira bem arrumada é tão ou mais competente que o vendedor. O problema: consumidores com este perfil tendem ao arrependimento, relacionando a compra mais à frustração do que à realização, muitas vezes antes mesmo de chegar em casa.
Para que isso não ocorra, sugiro utilizar a boa e velha persuasão, que possibilita identificar as necessidades específicas do cliente e apresentar caminhos consistentes para ela. 
A persuasão mostra cenários que promovem o encontro da necessidade real com uma solução, que pode ir do pertinente ao surpreendente. Soluções que elevam a autoestima do cliente, satisfazem sua inteligência e garantem futuras experiências de consumo.
O bom vendedor deve, além de efetivar a venda, transformá-la numa conquista para o cliente, seja ela emocional, racional ou ambas. A grande venda possui no seu desdobramento um processo mais consultivo do que "empurrativo". Ela não se preocupa em contornar objeções, em desarmar o cliente, mas sim em torná-lo mais seguro, forte e confiante de estar fazendo um bom negócio, um negócio conosco.

Qual será o impacto do iPhone 5 nas empresas?


"O iPhone colocou as empresas na defensiva. É um caso em que o consumidor se colocou à frente e as empresas estão tentando descobrir o que fazer", afirmou Mark Urban, diretor sênior de marketing de produtos da Blue Coat Systems. "A realidade é que companhias líderes já utilizam iPads e iPhones para ganhar mobilidade e flexibilidade, mas a maioria das empresas ainda é reativa a isso."

Estimativas apontam que serão vendidos 10 milhões do novo modelo iPhone 5 (lançado nesta quarta-feira, 12) nas próximas semanas. De acordo com os cálculos conservadores feitos pela Blue Coat Systems, o dispositivo tem potencial para consumir 15GB do tráfego da rede corporativa. Isso afeta os negócios e, em alguns casos, pode duplicar a necessidade de orçamento para os serviços de comunicação, afirma a empresa.

"As empresas precisam equilibrar a demanda de acesso à rede corporativa em função do impacto da utilização desses dispositivos móveis. Ao conseguir diferenciar as aplicações de negócios e priorizá-las, elas terão condições de suportar os dispositivos móveis pessoais, sem que prejudiquem seus sistemas".

O Facebook e as buscas: essa união pode dar certo?


O Google não foi o primeiro serviço de buscas de páginas na web, mas certamente foi o mais inovador e eficiente - tanto que o próprio serviço se apropriou do nome da marca. Atualmente a gigante de Mountain View detém nada menos do que 66,7% da fatia desse bolo. O Bing, da Microsoft (15,6%) e o decrescente Yahoo! (13%) são os maiores concorrentes [ComScore].
E é nessa festa que o Facebook quer entrar. Com uma base épica de usuários - um pouco mais de 800 milhões, que passam horas a fio na rede -, expertise em segmentação de públicos e com o próprio Google+ tentando invadir o seu terreno, a rede social de Zuckerberg quer dar o contragolpe e criar o seu próprio mecanismo de buscas.
Há algum tempo já se especula sobre esse assunto, mas sem um posicionamento oficial. Em abril, o Facebook contratou um ex-engenheiro de software do Google e uma equipe de 25 pessoas, o que reforçou as expectativas. Finalmente, na última terça-feira (11), em entrevista durante o evento TechCrunch Disrupt, Mark Zuckerberg confirmou que existe essa possibilidade.
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Será? (imagem: Battlemedia)

O CEO explica que o Facebook já lida com uma média de um bilhão de buscas por dia - cerca de um terço em relação ao Google -, mesmo sem atuar nesse mercado. "Pode ser interessante para nós no futuro", disse, após ser provocado pelo entrevistador Mike Arrington.
Não é uma declaração para ser ignorada: embora o jovem executivo esteja enferrujado em linhas de código e programação, sua visão empreendedora continua bem afiada oito anos depois da criação da maior rede social do mundo. Zuckerberg já percebeu que existe uma falha no mercado de buscas que pode ser explorada: os motores atuais não respondem perguntas (ainda), e o que o Facebook quer é buscar entre os contatos do usuário as respostas. Essa integração e a classificação com base em relevância de acordo com os interesses de amigos seriam os diferenciais. Exemplo, de acordo com Mark: "Que lugares de comida japonesa meus amigos foram em Nova York e gostaram?".
Entretanto a Google não chegou até onde está hoje cochilando no ponto. Antes que os boatos sobre a entrada rede de Zuckerberg no ramo de buscas online ganhassem força, o Google já anunciava o seu futuro: os Gráficos de Conhecimento (Knowledge Graphics), totalmente construído sobre as premissas da Web 3.0 (ou semântica). Isso significa que o usuário passaria a ter mais resultados relacionados ao seu universo de interesses: "agora podemos, em determinados momentos, responder uma questão antes que você pergunte", garante a companhia.
  • Eu escrevi, em outra oportunidade, uma breve análise sobre essa formação de filtros de interesses e como isso poderia prejudicar (isso mesmo) o usuário. Veja aqui.
Um outro aspecto a ser considerado é que o Facebook não é mais movido apenas pelo espírito empreendedor e pela curiosidade em conhecer novos mercados: os investidores pós-IPO querem ver o que a rede social pode fazer para turbinar sua lucratividade, e já ficou evidente que as atuais opções não satisfazem - o valor das ações já caiu mais de 50% desde maio, um fracasso sonoro. E um serviço próprio de buscas seria uma mão na roda para uma veiculação ainda mais ampla e segmentada de anúncios.
Mas o próprio Facebook ainda tem muito o que aprender. Ainda é uma tarefa hercúlea encontrar uma determinada publicação de seis meses atrás, por exemplo - embora a timeline tenha sido criada para facilitar isso nas páginas, grupos e perfis.
De um certo ponto de vista, o Facebook está acossado: investidores no calcanhar, uma oportunidade e uma forte concorrência à frente. Cenários desfavoráveis são os melhores para o desenvolvimento de iniciativas empreendedoras, portanto não faltam elementos para que a badalada rede social tome sua fatia nesse bolo.

Como abrir uma franquia?


O sistema de franchising é um dos mais promissores modelos de negócios existentes no mercado. Nele, o franqueador cede ao franqueado o direito de uso da sua marca e da distribuição de seus produtos ou serviços. 

O franqueado, por sua vez, paga parte do faturamento ao franqueador sob a forma de royalties. Para você que está pensando em abrir um negócio próprio, esse modelo pode ser uma boa alternativa. No entanto, antes de qualquer decisão, é preciso ficar atento a diversos passos para não ter problemas futuros com a escolha. 

Como escolher

1º Passo: Faça uma pesquisa para entender e conhecer melhor o sistema de franchising. Após esse estudo, você precisa saber se é capaz de pertencer ao sistema. Portanto, é preciso fazer uma autoanálise do seu perfil, preferências, habilidades e das razões que o levaram a querer investir em um negócio próprio.
2º Passo: Após constatar que você possui o perfil para ser um franqueado, pesquise as oportunidades de negócios e o segmento (alimentação, serviços, saúde etc.) em que pretende atuar. Considere o valor de investimento, retorno e filosofia da empresa. É preciso se identificar com o negócio escolhido.
3º Passo: É necessário fazer uma entrevista com o franqueador e ter a aprovação de seu cadastro. Com isso você deverá receber uma COF (Circular de oferta de franquia), que é o primeiro documento a ser analisado. A entrega da COF pelo interessado é obrigatória!
4º Passo: Analise de forma criteriosa o contrato de franquia. Fique atento aos prazos e deveres observados no contrato. Caso não tenha familiaridade em análise de legislação, consulte um advogado. É muito importante que você tenha certeza do que irá assinar!
franquia

Valores

Os custos iniciais com uma franquia variam muito de acordo com a rede, o setor escolhido e o ponto de venda. Hoje, existem desde as micro-franquias, que podem ter um investimento mínimo de R$ 10 mil, até as grandes redes varejistas que ultrapassam o investimento de R$ 1 milhão.

Taxa de royalty

Ela corresponde a uma taxa contínua paga pelo franqueado ao franqueador. A taxa de royalty varia conforme o potencial de cada empresa, sendo normalmente cobrada sobre o faturamento bruto do franqueado, ou pré-fixada anualmente em um valor único a ser pago todo mês.

Obrigações

O franqueado tem obrigações pré-definidas em contrato, como: comprar somente produtos credenciados para a rede, atuar somente dentro do território definido, seguir as regras e padrões determinados pela franqueadora, preservar o conceito do negócio e zelar pelo uso da marca.

É possível mudanças na franquia?

O sistema de franchising envolve padronização, transferência de know-how e direito de uso de marca, por isso, o franqueado só poderá alterar o mix de produtos ou o layout da franquia mediante uma autorização prévia do franqueador.

Principais vantagens

- A franquia é fruto de um negócio já testado e que obteve sucesso, portanto, há uma redução do risco envolvido comparado com negócios que estão surgindo;
- Há um suporte em todo o negócio: seja no apoio técnico, administrativo, de gestão ou na capacitação para o franqueado e equipe;
- Marketing estruturado: há um fundo cooperado de marketing que auxilia a divulgação dos produtos ou serviços para todas as unidades da rede.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Análise: A luta inglória contra os juros bancários


Fala-se que os anos posteriores a 2008 foram difíceis para o consumidor, tanto pessoa física quanto jurídica, na tomada de créditos em bancos. E os anos anteriores a 2008 foram bons? Se pensarmos de forma macroanalítica, claro que não.

O sistema financeiro brasileiro deveria contribuir com o crescimento do país de forma justa, exercendo um papel social e, obviamente, com lucro. Entretanto, nossos empresários do setor bancário, aproveitando da formulação econômica e política adotada por nossos governantes, impuseram uma forma desumana quanto às suas operações de créditos com pessoas físicas e jurídicas.

Juros altamente elevados e não compatíveis com a média usual mundial. Tarifas exorbitantes e formas amorfas de receber seus dividendos, tanto do adimplente como do inadimplente.
Essa forma desumana tem um certo respaldo da Justiça quase que unânime em decisões que depauperam o consumidor como se ele fosse culpado em buscar crédito e, posteriormente, não conseguir arcar com tais dívidas.
É fato que a dívida hoje contraída pela sociedade está aviltada por desvios e desequilíbrios de ordem política e econômica. Os juros, taxas, tributos e tarifas embutidos nesses débitos demonstram isso.
O devedor, cliente do banco, tem culpa em não conseguir pagar juros 15 vezes maior do que aquele que é pago em qualquer lugar do mundo?
O devedor, cliente do banco, tem culpa em não conseguir arcar com contratos adesivos leoninos? E os serviços de proteção ao crédito? Estes, na atual conjuntura, apenas destroem os devedores, deixando à míngua qualquer possibilidade de recuperação do indivíduo.
Por conta disso, os operadores do direito têm como obrigação a defesa do consumidor, exercendo com força e com toda a forma legal que puder utilizar para defender e coibir qualquer cobrança indevida e/ou aviltante. Essa luta é árdua e desequilibrada, pois o devedor tem a "pecha" de ser um descumpridor de seus deveres.
O devedor não é um inadimplente! É sim uma vítima da fórmula conspirada entre o Estado, por seus poderes executivo e legislativo e os bancos que operam no Brasil.
Hoje, são poucas as medidas legais a serem utilizadas para demonstrar tais deslindes paradoxais. Entretanto, devem ser usados, pois é a única forma de proteger um bem que foi construído pela sociedade, o seu patrimônio, seja ele concreto ou abstrato.
Essa luta inglória é arrebatada pela força econômica, pela legislação atual e pela Justiça que, na maioria das vezes, vê o devedor bancário como um oportunista, que captou dinheiro e não pagou. O motivo a ele não interessa, dada a enorme e total superficialidade em analisar e decidir o destino do processo.
Devemos verificar e considerar o contexto social e político, não apenas analisar a letra da lei, lembrando que o presidente do STF, Ministro Ayres Britto, em sua posse, evocou aos juízes de todo o País que pensassem socialmente quando decidissem as ações que presidem.
Por conta disso, acreditamos na possibilidade extrema de agir. O consumidor deve exercer seu direito de resguardo, de auto proteção e com medidas legais poderão levar essa discussão a formas menos intolerantes quanto às decisões judiciais atuais, como também atitudes mais defensivas quanto a seu exercício de direitos.

Trabalho em casa: alternativa contra o caos nas metrópoles


Tempo é dinheiro. Perder tempo no trânsito, portanto, é perda de dinheiro. Essa não é apenas a constatação daqueles que, por não conseguirem chegar pontualmente ao encontro com o cliente, acabaram deixando de fechar o negócio. Ou de quem foi demitido depois de chegar atrasado ao trabalho tantas vezes. As vivências pessoais e as estatísticas refletem que as horas perdidas dentro do carro ou do ônibus representam sérios prejuízos econômicos, tanto para empregado quanto para o empregador.

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas revela que só a cidade de São Paulo deixa de produzir anualmente, cerca de R$ 27 bilhões com o tempo desperdiçado no trânsito. Horas perdidas que deveriam ser gastas no trabalho. Infelizmente, as perspectivas de mudança desse cenário são desalentadoras.

Potencializada pelas medidas governamentais de redução de impostos, a venda de veículos dá saltos alarmantes. O aumento da frota brasileira foi de 121% no ano passado em relação a 2001, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Números como esses funcionam como buzinas para os ouvidos não só de governos, mas também de empresas e dos próprios cidadãos que necessitam unir esforços para gerir o trânsito nas grandes cidades, diminuindo o caos da mobilidade urbana.
Uma das alternativas experimentadas nos Estados Unidos há mais de cinco anos – e que já foi implementada por algumas empresas no Brasil - é o modelo de negócios que mantém funcionários de telemarketing atuando na própria residência, em estações de trabalho montadas com todo o aparato tecnológico.
A medida possibilita não só que menos gente se desloque pelas cidades, descongestionando o trânsito e diminuindo a emissão dos gases poluentes, como também contribui com o aumento da qualidade de vida dessas pessoas e a consequente melhoria em seu desempenho profissional.
Uma estimativa do Centro de Estudos de Teletrabalho e Alternativas de Trabalho Flexível (Cetel) aponta o aumento em 30% do número de empresas que adotam o teletrabalho no Brasil, isso desde o reconhecimento do trabalho remoto pela lei 12.551, no início deste ano. Felizmente, grandes empresas, como seguradoras, já começam a incorporar o formato de home office em sua cultura organizacional. Percebem que, se o contact center não é seu core business, a melhor alternativa é terceirizá-lo para quem pode apoiar os operadores com capacitação e recursos tecnológicos de ponta. Assim, podem direcionar seus investimentos para projetos estratégicos.
A empresa que necessita de uma área de contact center e adota o modelo remoto vê incrementar tanto sua produtividade - pesquisas revelam que os operadores aumentam a entrega de resultados em até 30% por estarem em casa - quanto sua lucratividade, já que reduz custos com expansão de infraestruturas física e tecnológica, além de contratações diretas.
A queda no absenteísmo é outro fator observado pelos empregadores que já abraçaram o sistema de teleatendimento remoto. Não importa se há calamidade pública, greves, chuvas ou enchentes: se o funcionário está trabalhando em casa, o consumidor não deixará de ser atendido. Nem a empresa terá prejuízos com faltas ao trabalho.
Se não bastassem esses motivos, o home office na área de telemarketing se apresenta também como alternativa para a inclusão social de aposentados e portadores de necessidades especiais, além de instrumento para a reinserção profissional de mulheres que acabaram de ter um filho e que não abrem mão de ficar com o bebê.
Vale ressaltar que gestantes também são beneficiadas, assim como mulheres que precisam ajudar na renda da família. Um público que integra o volume apurado pelo último censo do IBGE: nada menos que 30 milhões de brasileiros já trabalham em casa. Assumir que essa é uma realidade e que a oferta de novos postos de trabalho home office contribuem com a melhoria da mobilidade nas nossas metrópoles ajuda a colocar o Brasil no caminho desta inovação que oferece diversos impactos positivos tanto para as empresas quanto para os que optam em trabalhar em casa.

Veja quais são as marcas mais admiradas pela classe C


Na última semana, o Instituto Data Popular divulgou os resultados de sua pesquisa "Marcas do Coração da Nova Classe Média Brasileira". O levantamento foi realizado - a pedido da revista Consumidor Moderno em - 153 cidades de todos os estados brasileiros.
Um dos dados mais marcantes da pesquisa é que quase a metade dos 22 mil consumidores entrevistados - 46% - afirmou que nenhuma marca conquistou seu coração. Já os que disseram ter preferência de marca, apontaram como marcas do coração, em 17 categorias, Nestlé, Fiat, Skol, Coca Cola, Dove, Hering, Veja (produto de limpeza), Nike, Natura, Samsung, HP, Banco do Brasil, Visa, TAM, TIM, C&A e Casas Bahia.
As três primeiras marcas no ranking geral são Nestlé (4,1%), Samsung (3,9%), Adidas e Nike (3,7%). Conforme a preferência por gênero, os destaques ficam com Adidas (5,8%), Nike (5,1%) e Samsung (4,9%), segundo o público masculino ouvido; Nestlé (6,3%), O Boticário (4,2%) e Hering (3,1%), de acordo com as mulheres ouvidas. Os consumidores jovens elegeram Nike (5,2%), Samsung (3,6%) e Apple (3,2%). Os maduros apontaram Nestlé (4,9%), Sony (4,2%) e Samsung (3,8%).
A divisão por categorias avaliadas foi a seguinte: automóvel, alimentos, bebidas alcoólicas, bebidas não alcoólicas, higiene pessoal, material de limpeza, roupas, calçados cosméticos, eletroeletrônicos, informática, Banco, cartão de crédito, companhia aérea, operadora de telefonia móvel, varejo de moda e varejo de eletrônicos.
O levantamento inédito no País foi realizado no segundo trimestre deste ano e mostra ainda que 79% dos consumidores da Classe C afirmam confiar mais na indicação de uma marca feita por amigos ou parentes do que na propaganda da TV. Consideram importante a recomendação para marcas de eletrônicos (72,6%), automóveis (69,9%), alimentos (69%), eletrodomésticos (67,3%), promoções em geral (66%), celulares (61,6%), restaurantes (59,4%), produtos de beleza (56,1%), lojas (54,2%), e roupas (53%).
Além disso, 65% dos adultos emergentes afirma fazer propaganda boca-a-boca contra 19% na elite. Do público entrevistado, 84% são fiéis a marcas e 16% são infiéis.
"A cada dia mais empresas se conscientizam de que é preciso conquistar os consumidores da nova classe média brasileira. No entanto, mais do que serem lembradas, o desafio das marcas é estar presente no coração desse público. Diferente de outras pesquisas que vinham sendo divulgadas, vimos que boa parte dos consumidores da Classe C não tem preferência de marcas. Ou seja, há uma profunda desconexão das estratégias de comunicação e construção de marca no que se refere à conquista de um bloco de consumidores que representa um consumo da ordem de R$ 1,2 trilhão. Um gigantesco potencial explorado de maneira errática.", afirma Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo e publisher da revista Consumidor Moderno.
Os detalhes da pesquisa, inclusive com a distribuição de vencedores por categoria pesquisada, região, idade entre outros desdobramentos, serão conhecidos na edição da revista Consumidor Moderno a partir do próximo dia 25.

Nova classe média

Segundo o Data Popular, em 2004 a Classe C representava 181 milhões de pessoas, 42,4% da população brasileira. Em 2011, subiu para 193 milhões ou 53,9% dos habitantes. Em 2014, a previsão é de que a nova classe média seja composta por 197 milhões de brasileiros, uma fatia de 58,3%.
As famílias da nova classe média brasileira gastaram, só no ano passado, R$ 1,03 trilhão. Com a ampliação de 228,3% nos gastos com produtos e serviços, esse público se tornou protagonista no consumo no País (44,3%).
Em relação ao passado, a Classe C tem dado hoje mais importância a marcas de alimentos (54%), computadores (47%), automóveis (45%), eletrônicos (41%), celulares (39%), eletrodomésticos (38%), produtos de beleza (36%), roupas (32%), sapatos (37%).
"O carrinho de compras da nova classe média está cheio de novos produtos. Se olharmos a evolução das diferentes categorias de itens nos últimos 10 anos observamos que dobrou a diversidade de produtos adquiridos pelas classes D/E, mas o comportamento da classe C também não ficou longe disso. Isso significa que este consumidor está mais diversificado, com um comportamento que o coloca rapidamente em condições de paridade de exigência com as classes A e B, porém, em contingente maior. Os reflexos desse fenômeno no relacionamento entre empresas e clientes são dramáticos. Multicanalidade, diálogo, serviço, informação, justo valor, desapego às marcas ou busca de identidade com marcas que efetivamente representem benefícios de auto-expressão são algumas das variáveis que impactam decisivamente no negócio das empresas mais diversas, líderes ou não de seus segmentos".

Salários maiores significam maior produtividade?


O Brasil vive, de fato, uma situação paradoxal. Em 2011, o PIB evoluiu de forma modesta, mas os aumentos salariais, incluindo a remuneração aos executivos, ficaram acima da inflação, conforme mostram pesquisas recentes. O mesmo deve ocorrer este ano, apesar do crescimento da economia bem abaixo das expectativas.
A primeira conclusão óbvia é de que ainda continua aquecida a busca por talentos num mercado altamente competitivo. Até por causa disso, o segundo motivo é que muitas empresas, mesmo com queda de vendas e encomendas, não quer abrir mão de profissionais qualificados, pois têm a convicção de que eles serão fundamentais dentro de alguns meses, quando a economia voltar a ganhar novo impulso. Sim, pesquisas também revelam que os empresários confiam na melhora da situação em 2013 e pretendem voltar a investir. A cautela nos últimos meses não arrefeceu o otimismo no futuro.
Mesmo com as turbulências conjunturais – reflexos do agravamento da crise em países europeus, das dificuldades de recuperação da economia norte-americana e do abrandamento do apetite chinês por commoditites –, o Brasil está investindo e necessitará cada vez mais de profissionais qualificados.
Imagem: Thinkstock

Nesse cenário, há setores em que as contratações e o aumento das remunerações acima da inflação são bem visíveis, como varejo e serviços em geral, tecnologia da informação, energia, gás e petróleo. Os setores farmacêutico, de engenharia e de telecomunicações também continuam atraindo talentos e, portanto, elevando as remunerações.

Não se pode desdenhar o impacto que a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas, mais adiante, em 2016, terão na geração de empregos e aumento de salários. Mas é o próprio crescimento do país, com investimentos privados e oficiais em várias frentes, principalmente em infraestrutura, energia, gás, petróleo e transportes, só para citar alguns, é que vai manter aquecido o mercado de trabalho.
Além da atração, retenção e qualificação de talentos, outro grande desafio das empresas é elevar a produtividade. Se os salários sobem, como vem ocorrendo nos últimos anos, o aumento da produtividade é fator crítico para a competitividade e o crescimento sustentável, seja de uma organização, seja da própria economia do país. Um dos quebra-cabeças para as empresas é buscar uma fórmula para equilibrar o crescente aumento das remunerações com a redução das margens imposta pela competição acirrada em muitos setores. Para o governo, o desafio é evitar que o reajuste de salários comprometa as metas de inflação e não diminua ainda mais a competitividade global do país.
Alguns benefícios concedidos pelas empresas para atrair e reter talentos – como carro, plano de saúde, escola para filhos etc. ­­– representam salários indiretos e, portanto, aumentam os custos de mão de obra. Mas existem alternativas para equilibrar remuneração e produtividade, como a remuneração variável ou bônus por resultados, prática adotada mais nas empresas financeiras e certos segmentos do varejo.

Empreender com o dinheiro dos outros: é refresco


Oi pessoal, essa semana vamos responder à duvida da leitora Clara Rodrigues. O e-mail dela me chamou a atenção porque, diferente de muitas pessoas que me escrevem, ela está feliz com sua carreira, acha que está em um bom caminho e até consegue economizar um dinheiro todo o mês.
A dúvida dela surgiu quando uma amiga próxima, mordida pelo bichinho do empreendedorismo, propôs que ela entrasse de sócia em uma loja de sapatos a ser aberta em um shopping da região. A Clara nos conta que apesar de gostar muito da amiga, não quer entrar em uma furada, e pergunta como lidar com a situação, e não perder a amizade.
Clara, já existe um bom mecanismo para avaliar a qualidade de um negócio e o nome é mercado financeiro.
No Brasil, ainda temos uma cultura bastante familiar quanto a esse tipo de coisa. É normal vermos pais emprestando (ou dando) dinheiro a filho, filhos mais velhos abrindo a carteira para os pais, parentes com uma ajudinha aqui, outra ali, e até amigos, como no seu caso.
Sob uma perspectiva econômica, isso não é bom. As instituições financeiras teoricamente são especialistas em avaliar riscos, determinar taxas de retorno adequadas, e decidir os limites de cada um quanto ao crédito que poderiam ter.
 
Foto: Thinkstock

A pessoa física dificilmente faz esses cálculos. A Clara não falou de valores, mas se ela tiver disponível R$10.000 reais em sua conta, a um juros baixo de 0,5% ao mês, ela teria R$ 18.100 ao final de dez anos. O mesmo vale para um pai que entrega dinheiro ao filho. Querendo livrar o filho do incomodo de lidar com juros de banco e contratos de financiamento, um pai que abre a carteira e entrega dez mil reais está abrindo mão de R$ 18.100 em dez anos, ou digamos R$32.900 até a aposentadoria em vinte anos, quando esse valor significa cento e sessenta reais a mais de aposentadoria todos os meses. Ao facilitar a vida de um parente, essa pessoa está dificultando um pouco o próprio futuro.

DÚVIDAS? ZUGMAN RESPONDE

  • Se você também tem dúvidas sobre empreendedorismo, criatividade e inovação, envie sua pergunta para pergunteaozugman@administradores.com.br, que ela pode ser respondida aqui na coluna
Quando colocamos tais decisões sob essa perspectiva, assim como faríamos com um investimento, as coisas se tornam mais objetivas. Do ponto de vista educacional podem até fazer bem: de que adianta proteger pessoas queridas de si mesmas, se um dia, mais cedo ou mais tarde, essas pessoas serão obrigadas a lidar com o mundo por conta própria? Há uma diversidade de casos que mostram famílias inteiras sendo afundadas, amizades indo para o buraco, por que a ajuda se tornou pesada demais. Não estou dizendo que pais nunca devem ajudar os filhos e vice-versa, mas em muitos casos essa ajuda torna-se um problema.
Culturalmente, muitos veem como "cruel" a ideia de mandar uma pessoa querida lidar com o tal mercado quando estiver precisando de dinheiro, mas tal situação faz parte da vida. Cruel, por mais dinheiro que você tenha, é proteger uma pessoa de assumir responsabilidade por suas próprias ações. Tal tipo de "ajuda" evita que ela aprenda suas lições e cresça como todos temos que fazer um dia. A maioria dos empreendedores tem que fazer planos de negócio, pesquisas de mercado, calcular perspectivas de retorno e viver dentro da realidade. Se seu amigo ou parente está fazendo isso, ótimo. Mas se ele estiver fazendo isso como um atalho para não se dar a esse trabalho, você quer sócio de alguém assim?
O primeiro ponto então, Clara, é você definir exatamente o motivo pelo qual está entrando na sociedade. Você está entrando para proteger sua amiga ou porque a proposta é realmente boa? Se você está abrindo mão de um sonho como a compra de um apartamento ou sua aposentadoria, por que você está fazendo isso? Você quer ser dona de um negócio? Ele atende os requisitos de risco e retorno que você acha razoável? E, muito importante: Sua amiga lhe passa a confiança de ser alguém com maturidade e habilidade para lidar com o dia a dia do negócio e oferecer um lucro pelo seu investimento? Respondendo a essas questões, você estará no caminho certo.
Por último, eu levaria essa pessoa a procurar financiamentos de outras fontes. O raciocínio aqui é simples: se um banco acha que o risco não compensa, há algum motivo para você achar que ele compensa para você?
Quanto à amizade, é preciso separar o emocional do objetivo. Lendo seu e-mail, tive a impressão de que sua preocupação em termos financeiros é grande, mas emocionalmente você está preocupada em guardar o dinheiro e abrir mão de um amizade. A pergunta, então, não é se você perderá uma amiga por não dar dinheiro a ela. Afinal, você realmente quer amigos que colocam esse tipo de condição para a amizade continuar?
Se o negócio for bom e você estiver feliz com isso, o investimento torna-se fácil. Se sua amiga é confiável, fez a lição de casa e sua amizade para ela vale mais do que dinheiro. Ela vai saber respeitar suas escolhas, sejam elas quais forem.
Dúvidas? Envie também sua pergunta para htgcontabilidade@hotmail.com

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Brasil entra pela primeira vez no ranking dos 50 países mais competitivos


Pela primeira vez, o Brasil entrou para o ranking dos 50 países mais competitivos no Relatório Global de Competitividade, divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial. Para chegar à 48ª posição desta edição do ranking, o País subiu cinco lugares desde o ano passado.

No topo do ranking, pelo quarto ano consecutivo, está a Suíça. Cingapura ficou em segundo lugar, seguido por Finlândia, Suécia, Holanda e Alemanha. Já os Estados Unidos caíram da quinta posição que ocupavam em 2011 para o sétimo lugar. Em oitavo, nono e décimo lugares ficaram Reino Unido, Hong Kong e Japão, respectivamente.

De acordo com o responsável pela análise dos dados brasileiros, Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, o ranking foi afetado pela incerteza crescente por conta da crise na Europa, da vulnerabilidade norte-americana e da desaceleração da China. A Fundação coordena a coleta e a análise de dados brasileiros.

Avaliação brasileira
A melhor avaliação sobre a macroeconomia nacional ajudou a puxar o País para a lista dos 50 mais competitivos. Este ano, o Brasil subiu 53 posições no critério "ambiente macroeconômico", saindo da 115ª colocação em 2011 para a 62ª. O salto, segundo a Fundação Dom Cabral, pode ser consequência da exclusão do indicador "spread bancário" do estudo deste ano. O indicador costuma ser "problemático" para o País, de acordo com a fundação, mas foi retirado da análise de 2012 por ser considerado ineficiente para comparar o grau de eficiência bancária nos diversos países.

Arruda explica que as medidas tomadas pelo governo Dilma Rousseff de redução da taxa básica de juros e consequente na queda dos juros bancários teriam impacto positivo para a colocação do País no ranking, mas não conseguiriam fazer com que o "ambiente macroeconômico" subisse tantas posições.

Além da macroeconomia, o "uso de tecnologias de informação e comunicação" também ajudou a tornar o País mais competitivo, de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial. O indicador sobre "sofisticação dos negócios", apesar de ter caído dois pontos de 2011 para 2012, ainda é positivo - o Brasil ficou em 33º lugar.

Do outro lado, os níveis de "confiança nos políticos" e "eficiência das políticas de governo" colocam o País em 121ª e 111ª posição, respectivamente. O Brasil também fica mal posicionado na avaliação da "qualidade da infraestrutura de transportes" (79ª posição), da "qualidade da educação" (116ª posição) e do "volume de taxação como limitador ao trabalho e investimentos" (144ª posição). No pilar "inovação", o Brasil caiu da 44ª para 49ª posição. O resultado, avalia Arruda, está ligado à falta de mão de obra qualificada.

O relatório é feito com dados estatísticos nacionais e internacionais, além de pesquisa de opinião feita com executivos. Em 2012, o estudo analisou a competitividade de 144 países.

Como proteger os dados da minha empresa?


O tema segurança nunca deixa de ser prioridade — sempre há alguém planejando um novo tipo de golpe. O Relatório 2011 sobre Ameaças à Segurança na Internet, elaborado pela Symantec, mostra que, enquanto os níveis de spam caíram 20% no ano passado, os ataques maliciosos direcionados aumentaram 81%. E o pior: as pequenas e médias empresas são o novo alvo dos invasores. Os dados mostram que 18% dos ataques foram direcionados a empresas com menos de 250 computadores. “Em 2010, os hackers miravam as grandes corporações ou órgãos do governo. Agora, a lógica é que as pequenas e médias fazem parte de uma cadeia onde o alvo principal são as empresas maiores”, afirma André Carrareto, estrategista em segurança da Symantec.

As pequenas e médias também ficam mais atrativas à medida que investem mais em tecnologia — e abrem novas portas de entrada. Um estudo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti) mostra que o segmento corporativo respondeu por 70% das aquisições de tecnologia da informação no Brasil em 2011. Desse total, 39% vieram das micro e pequenas. Só que, enquanto crescem os gastos com tecnologia, a preocupação com a segurança da informação ainda não é assunto relevante nos orçamentos das companhias de menor porte. “A segurança deve ser pensada no momento de compra de máquinas e software”, diz Renato Opice Blum, presidente do Conselho de Segurança da Informação da Fecomercio-SP.

Vários tipos de vulnerabilidades podem colocar uma empresa em risco. Eles vão desde as invasões de sistema por vírus, spams e links maliciosos a funcionários que expõem dados sensíveis. Com a popularização dos smartphones, ganham força as ameaças que atingem os dispositivos móveis. Saiba, a seguir, quais são os principais vilões — e como evitá-los. 

1. A AMEAÇA QUE VEM DE FORA 

Seja uma loja de pequeno porte com um único computador, seja uma plataforma de comércio eletrônico com 250 máquinas e equipe de TI própria, é importante trabalhar com hardware e software originais, que contam com garantia dos fabricantes. Um pacote de segurança, com ferramentas como antivírus, fire¬wall e antispam, é fundamental para qualquer tamanho de empresa. Uma consultoria especializada pode ajudar a escolher o melhor modelo de tecnologia — e de proteção — para o perfil do seu negócio. “Novas tecnologias, como a virtualização e a computação em nuvem podem ter custos menores do que os gerados pela compra da infra¬estrutura própria. E a empresa saberá quanto vai gastar conforme suas operações crescem”, afirma Carrareto, da Symantec.

Os golpistas têm muitas táticas para atrair cliques indevidos — uma das mais recentes teve como isca supostas fotos da atriz Carolina Dieck¬mann, de carona no noticiário. Por isso, é necessário se blindar, também, contra incidentes como o do funcionário que inocentemente (ou de forma distraída) clica em um link malicioso. Como consequência, a empresa pode ter seus dados sequestrados, perder informações da base de fornecedores ou até vazar os dados de cartão de crédito da clientela — um prejuízo tão grande (nas finanças e na reputação) que pode levar ao fechamento do negócio. É fundamental educar os funcionários sobre esses perigos e configurar o soft¬ware de segurança para que bloqueie links suspeitos.


FIQUE DE OLHO: 
NAS NUVENS: Vale a pena estudar os custos do uso de virtualização e da computação em nuvem. Pode haver economia nos gastos com a infraestrutura do negócio.
ATUALIZE, SEMPRE! Soluções de segurança contra ataques de vírus e links maliciosos precisam ser atualizadas constantemente, para permitir uma varredura automática eficiente.
BLOQUEIO EFICAZ: Não menospreze a necessidade de ter um firewall protegendo a rede da empresa. 

2. O PERIGO MORA EM CASA 

Levantamento com 1.275 executivos de todo o mundo, realizado pela consultoria Kroll, em parceria com a The Economist Intelligence Unit, aponta que 75% das empresas registraram algum tipo de violação de segurança em 2011. Houve queda de 13 pontos percentuais em relação a 2010. Mas um dado preocupante é que 60% dos entrevistados identificaram que o ataque veio de um funcionário ou fornecedor. Do total, 25% relataram roubos de ativos físicos e 23% detectaram o sumiço de informações. Os consultores recomendam uma política clara para definir quem deve ter acesso a dados estratégicos.

Especializada no desenvolvimento de sistemas de gestão empresarial, o ERP, a empresa paulista Deak Sistemas conviveu por anos com situações como a de programadores que desapareciam com informações estratégicas de códigos-fonte. “Já tive funcionário que saiu daqui levando complementos do nosso software. Ele sai, monta uma empresa e começa a prestar o mesmo serviço, como concorrente”, diz Alfredo Deak, sócio da empresa. A situação o levou a rever os procedimentos. Desde 2005, Deak passou a fazer um bloqueio rigoroso contra ameaças e restringiu o acesso à internet. “Antes, não tínhamos qualquer controle ou proteção em relação aos programas desenvolvidos.”

A gestão interna da segurança virou uma preocupação central para a ZipCode, que faturou R$ 13,5 milhões em 2011. Com atuação focada nas áreas de mar¬keting direto, crédito e cobrança, a empresa administra uma base de dados que supera os 2,5 terabytes, com informações de milhares de consumidores brasileiros. Proteger esses dados é vital para a sobrevivência do negócio — uma cláusula de confidencialidade no contrato obriga a ZipCode a se resguardar contra potenciais vazamentos e roubo de informações. Elas estão armazenadas em um datacenter localizado fora da sede da empresa.

A política de segurança criada pela empresa mira, principalmente, os colaboradores internos. “Os computadores não permitem a gravação de CD ou DVD ou a leitura de pen drives, impedindo que funcionários copiem informações”, diz Karla Ynonye, gerente de TI da ZipCode. Se alguém roubar o HD e ligá-lo em outra máquina, não conseguirá fazer a leitura — os arquivos são criptografados. Além disso, o acesso a e-mail pessoal e às redes sociais é bloqueado. “No momento da contratação, explicamos os princípios da empresa e as razões dessas medidas. Todos assinam um termo de confidencialidade.”

FIQUE DE OLHO:
AS REGRAS DA CASA: Adote um código de ética, explicando aos funcionários as melhores práticas e a importância de proteger os dados.
ACESSO RESTRITO: Os funcionários devem manejar apenas os dados necessários para seu trabalho.
ERA UMA VEZ UM FACEBOOK: A regra é polêmica, mas a limitação de acesso às redes sociais é uma medida eficaz de prevenção. 

3. O ATAQUE TAMBÉM É MÓVEL 

Segundo dados da consultoria Teleco, já existem 52 milhões de smartphones em operação no Brasil. A tendência é que esse número dê novos saltos. Levantamento do instituto IDC estima que foram vendidas 9 milhões de unidades desses aparelhos no ano passado, alta de 84% ante o ano anterior. No mesmo período foram comercializados 400 mil tablets.

A mobilidade é tendência, mas a chegada dos portáteis no universo corporativo trouxe um novo desafio para as empresas: gerenciar a segurança desses dispositivos. A regra é que os aparelhos móveis requerem a mesma atenção dos tradicionais — se o orçamento prevê solução de antivírus para o universo PC, preocupe-se também com smart¬phones e tablets. A medida ajuda a dados que são acessados remotamente, como e-mails corporativos, por exemplo.

Um estudo do fabricante de antivírus Kaspersky mostra que o número de ameaças virtuais para smartphones e tablets aumentou 65% em 2011. A maioria das pragas (que variam das que gravam ligações e roubam a lista de contatos e e-mails àquelas que copiam dados pessoais, como senhas) infecta os aparelhos através de downloads de aplicativos e tem como alvo o sistema operacional Android, do Google. O número de programas maliciosos para essa plataforma cresceu de 16, no início de 2011, para 1.930, no fim do ano. “Verificamos um aumento de 93% nas vulnerabilidades que afetam dispositivos móveis. As pessoas querem estar conectadas, mas as empresas têm de estar alertas e garantir que os funcionários que trabalham remotamente não comprometam nenhum dado corporativo sensível”, diz Carrareto, da Symantec.

FIQUE DE OLHO:
TELA BLOQUEADA: Opções de segurança, como senhas, devem ser utilizadas principalmente em notebooks, um aparelho com alto índice de roubo.
TUDO EM CÓDIGO: Tecnologias como criptografia evitam que as informações sejam acessadas sem senha, e bloqueiam o acesso aos dados copiados para outro computador.
CÓPIA DE SEGURANÇA: Com ou sem acesso remoto dos funcionários, faça regularmente um backup de todas as informações relevantes — da lista dos fornecedores e clientes às tabelas de preços.