sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A problemática do saldo credor acumulado de ICMS nas empresas


O crédito acumulado de ICMS decorre da aplicação benefícios fiscais concedidos na forma de reduções de base de cálculo, diferimentos, isenções, bem como da aplicação de alíquotas diversificadas.

As saídas destinadas a exportação, por não ter a incidência do ICMS, por seu turno também geram o direito a manutenção do crédito de ICMS pago por ocasião das entradas, assim formando créditos de ICMS decorrentes de exportação.

A simples existência de crédito acumulado de ICMS, não representa uma redução efetiva da carga tributária se o contribuinte não souber como utilizá-lo.

O ICMS é definido em nossaConstituição Federal, noArtigo 155, II, parágrafo segundo, que determina:

O imposto previsto (...)
I ) Será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa a circulação de mercadorias ou prestação de servicos, com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.

Temos aqui a definição do princípio constitucional que norteia o ICMS, que é o princípio da não cumulatividade.

Neste sentido aLei Complementar 87/96, estabeleceu em seuArtigo 24, inciso III que:

III- Se o montante dos créditos superar os débitos, a diferença será transportada para o mês seguinte.

ALC 87/96, também conhecida como Lei Kandir, também estabeleceu a possibilidade de transferência a outros contribuintes, quando noArtigo 25, ,parágrafo segundo assim estabelece:

Parágrafo Segundo - A Lei estadual poderá, nos demais casos de saldos credores acumulados a partir da vigência desta Lei Complementar, permitir que:

II - sejam imputados, pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado.

III - sejam transferidos, nas condições que definir, a outros contribuintes do mesmo Estado.

No entanto, as possibilidades de transferência, vem sofrendo cada vez mais empecilhos na legislação, por motivos óbvios: ao transferir o crédito, o contribuinte que recebe a transferência deixará de recolher tributos aos cofres públicos, o que não é do interesse de nenhum ente fazendário.

Diante desta postura das Fazendas Estaduais, cria-se o conflito e a problemática dos saldos credores acumulados do ICMS.

De um lado, a legislação outorga ao contribuinte que por ocasião da saída, que aquela sua atividade terá base de cálculo ou alíquota reduzida, ou ainda, não terá incidência, a intenção é beneficiar este contribuinte, em função de motivos diversos, vez que o ICMS é um imposto seletivo, que visa regular a cadeia produtiva como um todo.

A mesma legislação, que estabelece a não incidência ou incidência reduzida do ICMS, estabelece, em nome fazer acontecer o que ela determina, que o imposto pago por ocasião destas entradas, poderá lançado a crédito na escrituração fiscal do contribuinte. Nada mais justo, pois do contrário o benefício estabelecido seria apenas "meio-benefício", uma vez que não se teria a incidência do imposto na saída, mas se tem a incidência do imposto na entrada.
Sem débitos do imposto, e com créditos que superam os débitos, as empresas nesta situação passam a acumular saldos credores acumulados de ICMS. Mas como dissemos no início, a simples existência do crédito acumulado não significa a concretização do benefício.
Manter saldo credor acumulado indefinidamente em sua escrita fiscal, não é um benefício, pelo contrário, pode ser altamente prejudicial ao fluxo de caixa das empresas, senão vejamos:
1) O imposto embutido nas compras e aquisições foi pago, o fornecedor recolheu este imposto aos cofres públicos.

2) O crédito de ICMS, trata-se de um ativo, um imposto a recuperar, e como tal figura no ativo circulante das empresas.

3) Ao figurar no ativo circulante, este saldo credor de ICMS, está gerando um lucro fictício no balanço das empresas que não o recuperam, contribuindo inclusive para aumento indevido da carga tributária federal, no que diz respeito ao Imposto de Renda e Contribuição Social.
O suposto benefício, assim deixa de ser um benefício, passando a ser algo prejudicial a saúde financeira da empresa. Não apenas por estar com um crédito fiscal sem liquidez. Mas antes se esta empresa, tivesse a incidência do ICMS.

Pois havendo a incidência normal do ICMS, ao invés do suposto benefício, o elo não se romperia nela, detentora do crédito. Isto porque passaria este ICMS ao adquirente das mercadorias, que por sua vez iria dar sequência a cadeia, indo parar no consumidor final.
Desta forma, defendemos que nestes casos melhor seria ter a incidência do ICMS na saída do que não ter ou ter de forma reduzida, desde que é claro se possa repassar ao elo seguinte da cadeia para que o mesmo se credite do imposto, dando vazão ao princípio constitucional da não cumulatividade do ICMS.

No entanto existe a possibilidade de transformar estes saldos credores em recursos no caixa da empresa, através de procedimentos administrativos próprios, com a homologação da Secretaria da Fazenda.

Governo quer reduzir despesas com seguro-desemprego e abono


Com o avanço no rombo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que chegará a R$ 5 bilhões neste ano, o governo prepara regras para reduzir os gastos com benefícios pagos ao trabalhador.
O Ministério do Trabalho propõe aumento da alíquota do PIS para as empresas que apresentarem taxa de rotatividade acima da média do setor e redução do tributo para as que ficarem bem abaixo.
A proposta rivaliza com outra, do Ministério da Fazenda, que busca endurecer as regras para pagamento não só do seguro desemprego como também do abono salarial, o chamado 14º salário.
Uma ideia é elevar de seis para oito meses o mínimo que o demitido precisa ter trabalhado nos 36 meses anteriores à dispensa para ter direito ao seguro-desemprego.
Além disso, o Tesouro quer dificultar mais o seguro para quem que tenta acessar o benefício mais de uma vez.
Recentemente, o pagamento foi condicionado à matrícula em cursos profissionalizantes para quem estiver solicitando o seguro pela terceira vez em dez anos.
A última proposta é reduzir gastos com o abono, equivalente a um salário mínimo e pago a trabalhadores de baixa renda, dando benefício proporcional ao tempo trabalhado no ano anterior. Só recebe o valor total quem ficou empregado o ano inteiro.
Estuda-se também acabar com o abono, sob argumento de que ele foi criado para compensar o baixo valor do salário mínimo e, com os recentes reajustes acima da inflação, tornou-se desnecessário.
As centrais sindicais já avisaram ao Planalto que não aceitarão medidas que retirem benefícios.

A cada 16 segundos uma pessoa é vítima de tentativa de fraude no Brasil


A cada 16 segundos um consumidor brasileiro é vítima de tentativa da fraude conhecida como roubo de identidade, em que criminosos usam dados pessoais de vítimas para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos ou realizar um negócio sob falsidade ideológica. Segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude, de janeiro a junho deste ano foram registradas 989.678 de tentativas de fraudes como essa no país. O número é o maior já registrado desde 2010, ano em que a Serasa Experian iniciou a medição. Em igual período de 2011, foram registradas 963.631 tentativas de fraudes. No primeiro semestre de 2010, foram contabilizadas 886.920 tentativas de golpes, o que equivale a uma tentativa a cada 17,7 segundos.
"Os golpistas costumam abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedem cartões de crédito, fazem empréstimos bancários em nome de outras pessoas. Normalmente eles usam os cartões e cheques em pacotes turísticos, salões de beleza, restaurantes, entre outros", alerta o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.
O segmento que apresentou o maior número de tentativas de fraude de janeiro a junho de 2012 foi o setor de serviços, composto por seguradoras, construtoras, imobiliárias e serviços gerais (empresas que vendem pacotes turísticos, salões de beleza, entre outras), com 37% do total, seguido por telefonia (30%), bancos e financeiras (19%), varejo (12%) e outros (2%). Em igual período de 2011, o setor de serviços também liderou as tentativas de fraudes com 33%. Na sequencia vieram bancos e financeiras (28%), telefonia (25%), varejo (12%), e outros (2%). Em 2010, serviços liderou com 30%, seguindo por bancos e financeiras (29%).
Imagem: Thinkstock

As principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador da Serasa Experian:

No setor de serviços:

  •  Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a "conta " para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.
  •  Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular, etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima.

No setor de telefonia

  •  Golpe: compra de celulares com documentos falsos ou roubados.

No setor bancos e financeiras

  • Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a "conta" para a vítima, neste caso toda a "cadeia" de produtos oferecidos (cartões, cheques) potencializam possível prejuízo às vítimas aos bancos e ao comércio.

No setor varejo

  •  Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a "conta" para a vítima. Poderá ainda fazer "lavagem" de dinheiro, normalmente pagando as prestações em dinheiro e depois vendendo o veículo e "esquentando" o dinheiro.
"Quase todo dia apresentamos um de nossos documentos, como carteira de identidade ou CPF, para pessoas que não conhecemos. Podem ser mostrados para funcionários de lojas ou até porteiros de prédios e condomínios. Além disso, fazemos vários cadastros pela internet. É difícil ter controle sobre quem tem acesso aos nossos dados, mas existem formas infalíveis de evitar que nossas informações sejam usadas por criminosos. Nunca deixe o documento na mão de um desconhecido sem que você esteja por perto. Hoje, é possível falsificar um documento de identidade, um CPF, uma conta que representaria a sua confirmação de telefone, uma conta de luz, água", diz Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian.
"No fim de ano a procura por crédito aumenta em 10%. E certamente as fraudes acabaram se elevando, tendo essa mesma tendência", diz o presidente da Serasa Experian.
As tentativas de fraudes este ano foram alertas que a Serasa Experian identificou e informou aos seus clientes durante as realizações de consultas feitas à base de dados da companhia.
A Serasa Experian responde diariamente a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil empresas de diversos portes e segmentos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio: prospecção, desde a prospecção até a recuperação.
Segundo o indicador, se as tentativas de fraude nos seis primeiros meses de 2012 tivessem sido realizadas, o prejuízo total estimado seria de R$ 3,6 bilhões no período.
O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude é semestral e reflete o resultado do cruzamento de três conjuntos de informações: total de consultas mensais a CPFs, estimativa de risco de fraude e valor médio das que ocorreram (ler mais na página 02).
Pesquisas da Serasa Experian apontam que estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas, dobra a probabilidade de ser vítima de uma fraude.

Precaução

A pesquisa revela a importância de o consumidor adotar cuidados simples em seu dia a dia, como:

Não fornecer seus dados pessoais para pessoas estranhas;
Não fornecer ou confirmar suas informações pessoais ou número de documentos pelo por telefone, cuidado com promoções ou pesquisas;
Não perder de vista seus documentos de identificação quando solicitados para protocolos de ingresso em determinados ambientes ou quaisquer negócios;
Não informar os números dos seus documentos quando preencher cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas;
Não fazer cadastros em sites que não sejam de confiança; cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou promoções. 
Fique atento às dicas de segurança da página, por exemplo, como a presença do cadeado de segurança.
Cuidado com dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passar por você, usando informações pessoais, como por exemplo, signo, modelo de carro, time que torce, nome do cachorro, etc
;Manter atualizado o antivírus do seu computador, diminuindo os riscos de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões;

Quando for vítima de roubo, perda ou extravio de documentos, a primeira medida é cadastrar a ocorrência gratuitamente na base de dados da Serasa Experian, no linkwww.serasaconsumidor.com.br. Esta informação estará disponível na mesma hora para o mercado. Depois, o consumidor deve fazer um boletim de ocorrência. Assim, sempre que ele for consultado, o concedente de crédito saberá que se trata de um documento roubado e terá mais cuidado ao fechar um negócio.

Sebrae dá dicas para empreendedores planejarem negócios para a Copa do Mundo Fifa 2014


O acesso aos serviços financeiros é fundamental para que os pequenos negócios se mantenham de forma sustentável e ganhem mercado. A Copa do Mundo Fifa 2014 abre um leque de oportunidades para investimentos. Informar-se sobre a maneira adequada de se beneficiar de instrumentos como o crédito, por exemplo, pode contribuir para o sucesso da empreitada.
No portal do Sebrae, no link Acesso a Serviços Financeiros, os candidatos a empresários encontram dicas e orientações sobre onde buscar recursos e tomar empréstimo, além maneiras de conseguir garantias.
Segundo recomendam os técnicos da instituição, antes de tomar um empréstimo, o empreendedor precisa avaliar se realmente necessita do serviço. Muitas vezes, os problemas de natureza financeira resultam em equívocos como excesso de estoques, custos mais elevados que as receitas, e investimentos desnecessários.
Também é preciso saber onde os recursos serão direcionados e qual o montante necessário a ser tomado. Conhecer o preço daquilo em que se pretende investir, como máquinas e equipamentos, ajuda a organizar o processo. O Sebrae recomenda verificar no mercado as possibilidades de pagamento e as taxas de juros a curto, médio e longo prazo. Quem pretende pegar um financiamento tem de estudar a capacidade de pagamento e pensar se o crédito ajudará a ampliar o negócio e o faturamento.

Financiamentos

Os pequenos negócios ainda enfrentam obstáculos para acessar serviços financeiros junto aos bancos tradicionais, devido à dificuldade de cobrir as garantias exigidas. Para democratizar os financiamentos, o Sebrae apoia o modelo das Sociedades de Garantia de Crédito (SGC). Essas entidades dão aval ao pagamento do empréstimo aos bancos. Com a garantia, consegue-se ainda reduzir os juros, pois o risco da inadimplência diminui.
O Sebrae também possui o Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe). Formado com recursos orçamentários da instituição, o Fampe complementa as garantias exigidas na hora de se tomar o empréstimo. Para ter acesso, o empreendedor deve buscar bancos conveniados, como Caixa Econômica e Banco do Brasil.
Já os donos de micro e pequenas empresas (MPE) que procuram empreender por conta do mundial de futebol têm à disposição o portal do Programa Sebrae 2014. O Programa existe nas 12 cidades-sede do torneio e ajuda as MPE a enxergarem melhor as perspectivas comerciais do megaevento esportivo. O Portal apresenta o Sebrae 2014, estimula a procura por produtos da instituição e reúne informações úteis, como um calendário de licitações. 

Saiba como driblar a desmotivação


A relação entre chefe e subordinado e a falta de perspectiva de crescimento, aliados a um clima insatisfatório, são fatores que ocupam o primeiro lugar em termos de desmotivação profissional. Em seguida, vêm o descontentamento, a remuneração e a atividade realizada. E, como do ponto de vista da empresa, funcionário desmotivado é sinônimo de baixa produtividade, é preciso ficar atento a essa situação.
E como driblar essa desmotivação? Nada como uma boa conversa, para detectar as razões dessa fase. Durante esse processo, é possível reverter a situação e distribuir melhor as tarefas, ou até mesmo mudar o colaborador de área, caso seja de seu interesse. É possível, por meio de soluções simples, deixar ambas as partes satisfeitas e recuperar a produtividade com esse remanejamento.
Como na correria do dia a dia os sinais de desânimo podem passar despercebidos, é fundamental melhorar a interface do Departamento de Recursos Humanos com os colaboradores, bem como investir em programas que busquem aumentar a integração entre os funcionários e a retenção de talentos.
Imagem: Thinkstock 

Ginástica laboral, massagem, comunicação interna intensa, treinamentos, entre outros,podemcapacitar, aprimorar e motivar a equipe. Já para atrair talentos, são recomendados um programa de boas-vindas, com a realização de palestras e exibição de vídeos, e um período que permita aos recém-chegados conhecer um pouco mais da história da rede e vestir a camisa da empresa. Para os mais antigos, uma atividade de reintegração, em que funcionários de diferentes setores possam interagir e trocar experiências, pode formar um time mais coeso e bem ambientado.

A relação com os colaboradores também deve ultrapassar as atividades rotineiras. O objetivo é encontrar sempre novas formas de motivar e formar talentos para o crescimento da empresa e da economia do País. Recursos humanos são uma prática diária, que requer sensibilidade, razão e ação.