sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pontualidade de pagamento de MPEs tem 8ª alta na comparação anual

A pontualidade de pagamento das micro e pequenas empresas subiu para 95,6% em julho, após ter registrado 95,5% no mês anterior, conforme pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta sexta-feira (24). Na comparação com igual mês de 2011, houve avanço de 0,7 ponto percentual na pontualidade de pagamento das micro e pequenas empresas no país, a oitava alta interanual consecutiva. 

O percentual equivale a dizer que, a cada 1.000 pagamentos realizados pelas micro e pequenas empresas aos seus credores no mês de julho, 956 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, as sucessivas reduções das taxas de juros têm baixado o custo financeiro das micro e pequenas empresas, permitindo-lhes melhorar seus níveis de pontualidade de pagamentos.

Como antes de se tornarem inadimplentes as empresas costumam atrasar pagamentos, a melhora pela oitava vez consecutiva na comparação interanual da pontualidade de pagamento das micro e pequenas empresas sinaliza um cenário mais favorável para a evolução da inadimplência empresarial ao longo deste segundo semestre.

No mês de julho, as micro e pequenas empresas comerciais apresentaram pontualidade de 96,2%. As do setor industrial exibiram pontualidade de 95,0%. As micro e pequenas empresas do setor de serviços registraram pontualidade de pagamento de 94,9%.

Valores
O valor médio dos pagamentos pontuais cresceu 2,0% em relação a junho, atingindo R$ 1.839. Na comparação com julho de 2011, o crescimento foi de 7,1%. As empresas de serviços registraram, em julho/12, o maior valor médio dos pagamentos pontuais (R$ 2.111), seguidas pelas empresas comerciais (R$ 1.841) e pelas empresas industriais (R$ 1.619).

O Indicador Serasa Experian da Pontualidade de Pagamentos das Micro e Pequenas Empresas é construído através dos pagamentos efetuados, mensalmente, por amostra de cerca de 600 mil micro e pequenas empresas

Fazenda deve discutir na próxima semana IPI de carros e linha branca

Representantes do Ministério da Fazenda devem se reunir na próxima semana com fabricantes de veículos e eletrodomésticos da linha branca, beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para avaliar o repasse do corte do tributo aos consumidores, segundo apurou o G1. As informações colhidas nesses encontros vão servir de subsídio para o governo decidir se haverá ou não prorrogação da medida.

A redução da alíquota de IPI vence na próxima semana e há pressão de empresários e entidades para que a prazo de validade seja estendido. Nesta sexta-feira (24), o Ministério da Fazenda informou que ainda não há definição uma possível prorrogação do benefício para esses setores.

Fontes ouvidas pelo G1 informaram, porém, que representantes do setor automotivo e da linha branca devem comparecer para reuniões no Ministério da Fazenda na próxima terça e quarta-feira. Somente após ouvi-los e avaliar o impacto da corte do imposto para os consumidores é que o governo pretende definir se haverá ou não prorrogação.

Alíquotas
Para a linha branca, houve redução da alíquota de IPI para máquinas de lavar (de 20% pra 10%), geladeiras (15% para 5%), tanquinhos (10% para 0) e fogões (4% para 0). No caso dos automóveis, o corte foi definido de acordo com a potência do motor e local de fabricação (se nacional ou importado). No caso de carros nacionais de até mil cilindradas (mais vendidos), a alíquota caiu de 7% para 0.

A redução do IPI foi uma das medidas adotadas pelo governo federal para tentar alavancar a venda de produtos que sofreram queda na demanda no começo do ano por conta do agravamento da crise internacional e, com isso, evitar desemprego nesses setores.

No caso dos veículos, a redução do IPI foi anunciada em maio. De lá para cá, houve aumento significativo na venda de carros novos e redução dos estoques das montadoras, que já se preparam para elevar a produção em suas fábricas.

Na semana passada, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse que o setor não espera a renovação do corte do IPI para carros. Na avaliação dele, o setor conseguirá manter em alta a venda de veículos mesmo sem o benefício.

Já o setor da linha branca pensa diferente e já pediu ao governo a prorrogação do corte no IPI. Também na semana passada, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, disse que a medida é importante para manter as vendas do setor.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Você é um profissional Batman ou Superman?


Eu sempre gostei do Batman. A grande maioria dos super-heróis atingiu seu status graças a seus poderes especiais. Adquiridos em experiências científicas bizarras, viagens espaciais ou simplesmente agraciados com um dom fantástico ao nascer, os heróis utilizam-se dessas vantagens para vencer seus inimigos. Todos, menos o Batman.
Bruce Wayne era uma criança quando seus pais foram assassinados. Traumatizado, o pequeno órfão opta por uma vida de dedicação e combate ao crime. Enquanto os outros heróis possuem poderes sobre-humanos, Batman possui apenas sua inteligência, um belo carro e algumas ferramentas que carrega no famoso bat-cinto.
Por essa razão, resolvi transformar esse herói da minha infância em uma metáfora para o trabalho criativo. Todos os outros heróis, abençoados pela genética ou condições especiais, são um modelo do mito da criatividade. Apenas se tornaram o que estavam predestinados a ser.
Bruce Wayne, ao contrário, dedicou-se a uma vida de treinamento e privações, até desenvolver condições suficientes para se transformar no homem-morcego. Levando em conta que ele herdou uma bela fortuna no mesmo mundo em que vive o Super Homem, seria muito fácil para ele resignar-se à sua posição de "simples humano" e deixar o trabalho pesado para os predestinados.
Imagem: divulgação

Abandonando o conforto, passando por um longo treinamento, e dedicando sua vida a um propósito, esse herói é uma abstração perfeita para a história de vida de diversos indivíduos que assombram e continuam assombrando o mundo real com seus feitos.

Para o Super Homem, a vida parece um pouco mais fácil. É verdade que ele é o último sobrevivente de seu planeta natal, mas ao chegar aqui, adquiriu super-poderes que o tornaram um semi-deus. Como diz o personagem de David Carradine no filme Kill Bill, o Super Homem parece zombar de todos nós ao se portar como um mero humano. Ele é mais que isso, sabe disso e se utiliza de seus poderes quando assim deseja.
O Super Homem representa o mito. O super herói que nasce com um dom ou simplesmente o adquire da noite para o dia. O Einstein que senta na mesa da cozinha e escreve a teoria da Relatividade, o inventor que está andando na praia e tem uma idéia que vale milhões. Aquela pessoa que simplesmente "tem talento" "teve sorte" ou foi "abençoada".
O Super Homem voa, desvia de balas, é praticamente invencível. Por mais que passe por perigos, ele parece saber que poderá contar com seus poderes para sair vivo da pior das situações. O Batman não pode se dar a esse luxo. Suas habilidades são fruto de uma vida de dedicação. Quando tudo parece perdido, só pode recorrer ao seu treinamento e inteligência.
E o que acontece quando nós, meros mortais damos de cara com o Batman na nossa frente?
O Batman é um super-herói. Sempre ouvimos que super-heróis possuem poderes especiais. Graças ao seu treinamento e ferramentas, o Batman também consegue fazer coisas que nos parecem impossíveis. Nós, olhando de fora, não vimos o longo caminho pelo qual o Batman passou para fazer o que faz. Não vimos os erros, sofrimento e amadurecimento de seu treinamento. Não vemos seus problemas e falhas. Apenas enxergamos o produto pronto. Para nós, que vemos de fora, olhamos seus atos fantásticos, usamos nosso conhecimento sobre o mundo e somos rápidos em concluir: O Batman deve ter poderes sobrenaturais.
Albert Einstein e Charles Darwin são apenas dois dos inúmeros exemplos que poderíamos citar de como é fácil cair no mito da criatividade. Basta receber a informação de seus históricos medíocres e conquistas posteriores e criar uma narrativa que faça sentido. E aqui começa a entrar toda aquela conversa sobre iluminação, destino, genética, loucura, sorte e todas aquelas explicações míticas sobre o trabalho criativo. Na falta de algo melhor, elas fazem sentido.
Como vimos, o fato das habilidades de pessoas como Einstein e Darwin não terem sido reconhecidas não significa que elas já não estavam sendo desenvolvidas. Mas essa conclusão não é tão direta. Para chegar a ela nós examinamos o modo como contamos histórias, e procuramos algumas pistas sobre o desenvolvimento real dessas duas pessoas.
Como vimos, não estamos sempre buscando a melhor solução, apenas uma que nos satisfaça. Nossa observação sobre os "maus alunos" é um pouco mais complicada e exigiu uma boa pesquisa. Enquanto isso, outras explicações podem surgir pelo caminho. Eu poderia ter concluído que os dois possuem mentes diferentes e abençoadas, e me dado por satisfeito. "Era uma vez um menininho diferente, mau aluno e engraçado, que cresceu, foi atingido por uma idéia e criou a teoria da relatividade".
Assim, é fácil ignorar nossa conclusão sobre os maus alunos e aplicar a narrativa do mito. Estamos tão habituados com o mito que olhamos para o Batman, mas vemos o Super-Homem.

O respeito aos números das empresas


Digo neste momento em caráter de testemunho. É de ficar de cabelo em pé como os numerários das empresas são tratados pelas pessoas que com eles convivem no dia a dia. Não é de se espantar o enorme numero de empresas que no momento passam por dificuldades financeiras e em muitos casos não tem a menor noção do que está realmente acontecendo em seus sistemas empresariais. Em grande parte, principalmente pelo tipo de empresa que predomina em nossa região MPE's (Micro e Pequenas empresas, no interior de São Paulo), a falta de sistemas de controle do numerário deixa os empresários sem aporte para tomarem as melhores decisões, ficando esses muitas vezes nas mãos de instituições que tem a detenção do poder financeiro e podem, por essa falta de conhecimento do empresariado, dar as cartas do jogo.
É um engano muito grande e um tanto frequente, as empresa adquirirem programas informatizados que em sua plataforma operacional (que na realidade é ótima), resolvam muitas partes de seus problemas, pois este faz todos os calculo e alocações sozinho, controla os estoque, alimenta o financeiro, faz previsões de vendas e um calhamaço de relatórios gerenciais no final do mês, de tão complexo e perfeito, nem mesmo os gerentes tem a pretensão de afronta-los. A grande sacada nesse comentário é que sempre haverá um ser humano para validar todas essas informações e fazer valer a correta alimentação e veracidade dos números ali alocados, caso contrario, não passará de mais um grande investimento enrustido de gasto, que não fará nenhuma grande diferença na busca de melhores operações no mundo empresarial.
O importante no trato dessas situações é indiscutivelmente ter no corpo funcional das empresas pessoas que tenham o entendimento dos processos que levam aos resultados financeiros, que saibam diferenciar as diversas saídas e entradas de recursos e saibam também fazer a melhor alocação desses recursos, pois em tempos de crise como o atual qualquer investimento feito de forma equivocada pode custar muito caro à saúde financeira da empresa. Também referente ao bom trabalho com os números é possível mesmo com sistemas de controle simples (porem eficazes) ter em mãos todos os custos de produção e operações da empresa, item que também gera muitas duvidas e dificuldades de estimativa nas empresas, dando margens a muitos erros nos cálculos na formação de preços, produtividade e lucratividade.
Não há espaço para trabalhos mau feitos com a numerologia empresarial, as dificuldades de gestão são as maiores causadoras de fechamento de empresas de elevados índices de endividamento e estagnação de muitos setores produtivos. Há de repensar qual o melhor caminho a seguir, lembrando que o empresariado tem hoje muitas opções de ajuda externa a empresa para conseguir elaborar planos e dispositivos que os protejam desse mal que assola toda uma cadeia de produção, sejam elas consultorias particulares, sejam elas ajuda governamental.
O crescimento se da por diversas maneiras, em tempos de crise global o melhor ataque, com certeza é a melhor defesa.

Ser um líder que pressiona ou motiva?


“O novo líder motivador deverá ter a capacidade de construir visões sobre o futuro que liberem o potencial humano de cada liderado e canalizem suas energias para a direção desejada”. Jamais vimos na história da humanidade uma pressão contínua tão forte no mundo corporativo.

É pressão pra todo lado. A pressão natural é admissível, ou seja, a empresa é pressionada naturalmente para melhorar seus produtos e seus serviços, caso contrário os clientes vão embora e não voltam nunca mais.

Talvez seja essa razão que muitos líderes se perdem na forma de liderar e pressionam seus colaboradores além da conta. Não é raro encontrar funcionários que começam a “sabotar” a empresa porque não estão sendo bem tratado por seus superiores. Então, fica a pergunta: Como liderar de forma eficiente sem pressionar além da conta sua equipe a dar o melhor de si? Algumas respostas podem ser:
  • Tratar todos de forma humana e democrata, isso evita que o funcionário se sinta humilhado diante dos seus colegas.
  • Ser exemplo de ética, profissionalismo e motivação. Pois a palavra pode incentivar, mas o exemplo impulsiona.
  • Ser cortês e dinâmico na sua liderança. Um líder educado é mais fácil de conquistar a atenção dos seus colaboradores.
Você que é líder, faça uma breve reflexão, após ler este artigo, e perceba se a sua liderança está conseguindo com que seus subordinados (colegas de trabalho) estejam satisfeitos com o seu modo de ser e de tratá-los, ou se está na hora de você rever seus hábitos e costumes para melhorá-los afim de que sua liderança seja mais eficiente. Pense nisso e melhore o quanto antes. Seus liderados e clientes agradecem.