sexta-feira, 27 de abril de 2012

Empresa de SP desenvolve tira-manchas biodegradável

A preocupação ambiental gera novos produtos. Em São Paulo, a empresa de Nilton Nakabayashi desenvolveu um tira-manchas ecológico, que é biodegradável e não contém química na fórmula.

Prático, fácil de usar e não faz sujeira. É só girar o bastão, esfregar e tirar a mancha de qualquer coisa. Até colarinhos amarelados e encardidos de camisas ficam limpos. “Tira-manchas, principalmente, de ketchup, massa de tomate, que as crianças geralmente sujam muito as camisetas. Então, ele é ótimo”, diz a dona de casa Glória de Jesus Borges.

O tira-manchas foi desenvolvido por Nakabayashi. “Pode ser utilizado em qualquer tipo de tecido. Seda, linho, poliéster, algodão. Colorido ou branco. Não mancha”, afirma.

O empresário e o sócio Jacques Mayo investiram R$ 600 mil no aperfeiçoamento do tira-manchas. A empresa se especializou em produtos de limpeza ecológicos que não agridem a saúde e o meio ambiente.

Para chegar à fórmula ideal, o tira-manchas passou por vários testes no Brasil, Austrália e em Israel. E o produto ganhou o selo de órgãos de saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O produto é biodegradável e feito à base de ácidos naturais de frutas e plantas. “O nosso produto não exala gás nenhum. E quem vai utilizar não há risco nenhum nem para a saúde nem para o meio ambiente”, afirma o empresário.

A produção do tira-manchas é terceirizada. Na esteira, ganham rótulos com o número do lote e data de validade. A produção de bastões de tira-manchas chega a 40 mil unidades por mês. Também, são fabricados o limpa tênis e o limpa cozinha, produtos que auxiliam na limpeza e complementam a linha ecológica.

A terceirização da produção é interessante às duas partes. “Nós temos a estrutura, o maquinário, os funcionários que são especialistas em terceirização. E para eles também é vantagem, porque economizam custos”, diz José Edvaldo Pereira, da empresa terceirizada.

O tira-manchas chegou ao mercado em 2009. A aceitação do produto pelos consumidores foi um sucesso. Hoje, os produtos podem ser encontrados em 600 pontos de venda, entre supermercados, rede de lojas e empórios.

Em São Paulo, em apenas três meses, a procura pelo tira-manchas chamou a atenção do gerente de um empório. Foram vendidos mais de 400 bastões. “Principalmente o bastão mini, está vendendo super bem. Pelo cliente poder levar na bolsa, pelo custo menor, e pela praticidade”, explica o gerente Márcio da Silva.

A dona de casa Eva Maria Santos aprovou o produto. Para ela, o tira-manchas limpa caneta esferográfica, sangue, ketchup, molho de tomate, chocolate, batom, café, óleo e vinho. É um curinga na hora da limpeza. “Não precisa deixar de molho, no máximo, mancha velha, são dez minutinhos”, diz.

E a empresa de Nakabayashi faturou no ano passado, com produtos ecológicos, mais de R$ 700 mil. E para este ano a expectativa surpreende. O empresário espera chegar aos R$ 4 milhões e já aposta em novidades. “A gente vai lançar mais dois produtos. Então, na realidade, vamos ficar com 7 a 9 produtos. E querendo inovar, criando novos produtos constantemente para nossos consumidores”, diz.

Máquina de fazer casquinha de sorvete gera lucros no Paraná

Na região metropolitana de Curitiba, uma indústria produz uma máquina para fazer casquinha de sorvete. O equipamento é feito em aço inoxidável, fácil de usar e custa menos de R$ 800 reais.

Embaixo do sorvete existe um produto tão lucrativo quanto. É a casquinha. Feita de farinha de trigo, ela tem margem de lucro de mais de 100%, e muita procura.

Em Pinhais, no Paraná, o empresário Sigmar Nehring desenvolveu uma máquina de fazer casquinha de sorvete. O equipamento é basicamente uma chapa. É só colocar a massa, pressionar, assar, retirar e moldar. “A gente fez uma máquina, elaborou todo o projeto, fizemos alguns moldes, que foram poucos, e dessa uma máquina a gente fez três, aí cinco, dez, e assim foi crescendo gradativamente”, afirma o empresário.

A máquina custa R$ 730. É feita em aço inox e funciona com energia elétrica. A empresa, que vende 60 máquinas como essa por mês, fabrica outros equipamentos em geral. O faturamento é de cerca de R$ 3 milhões por ano. E do Paraná, o empresário hoje atende o Brasil inteiro.

Os irmãos Ronilson e Ricardo de Azevedo são clientes do empresário Sigmar Nehring. E compraram duas máquinas de fazer casquinha de sorvete. Os irmãos trabalham em casa, em São Roque, interior de São Paulo.

“É um investimento baixo, ela é prática de usar e eu não corro risco também pelo valor dela não ser tão alto. A rentabilidade dela é maior também e eu tenho uma margem maior”, diz Ronilson de Azevedo.

Os empresários tinham uma certeza: queriam se destacar no mercado. Antes de produzir, eles pesquisaram a concorrência. Experimentaram, e identificaram um defeito comum ao produto, a consistência.

Ronilson e Eicardo viram aí a chance de oferecer um diferencial. E transformaram a cozinha de casa num laboratório de testes. Puseram mais farinha na massa, diminuíram o óleo e a água.
Ricardo opera dois equipamentos ao mesmo tempo e faz 50 unidades, por hora, com as duas máquinas. Os empresários fazem as entregas no próprio carro. Ronilson cuida da parte comercial.

Para vender, o empresário fez o mais simples: levou amostras grátis para o comércio da região e confiou na seguinte estratégia: Quem provasse, tinha boas chances de comprar o produto. Foi o que aconteceu com Vila Santos, dona de uma lanchonete.

Ela trocou de fornecedor de casquinha, com as novas, as vendas saltaram de 300 sorvetes por mês, para mais de 500. “Melhorou em tudo, porque além deles vierem comprar o sorvete, compram a casquinha sem o sorvete, depois eles bebem um suco, tomam uma água, compram um pastel, e eu saio no lucro”, diz.

Hoje, eles fornecem para 20 lanchonetes e sorveterias da região. Cada casquinha custa para a fábrica R$ 0,10, e é vendida por R$ 0,25. Em seis meses, as vendas da fábrica subiram de 800 para 8 mil unidades por mês. E um produto de centavos gera hoje para a empresa um faturamento de R$ 2.160 por mês. “As expectativas são de desenvolver mais clientes, ampliar produção e comprar mais máquinas. Nós pretendemos chegar em 10 máquinas este ano (...). Temos, temos pedidos para isso, e a tendência é aumentar cada vez mais”.

Empresas lucram com produtos personalizados para casamentos

O setor de eventos e festas de casamento está aquecido no país. E casar, agora, está na moda. Pequenas empresas lucram no mercado de casamentos com serviços e produtos personalizados.

A empresária Tácia Duarte aposta no setor de casamentos desde 2009. Ela faz bonequinhos vestidos de noivos para enfeitar os bolos. Tácia é uma empreendedora individual e trabalha em um atelier com a ajuda da mãe.

O interessante do mercado é que é possível começar com baixo investimento. Com R$ 10 mil dá para montar uma estrutura pequena e comprar material para confecção dos primeiros noivinhos: a partir daí o que vale é o talento e a criatividade.

Tácia oferece dois modelos de enfeites: a caricatura do casal - bonecos com formas exageradas - ou uma miniatura fiel aos noivos. Para chegar a essa perfeição. Tacia optou por um material diferenciado. No lugar do biscuit, usado pela maioria dos artesãos, ela prefere a cerâmica plástica. Depois de moldadas, as peças ficam meia hora no forno.

Só então recebem os retoques finais. A empresária faz mais de 10 noivinhos por mês. “A gente senta e vê da melhor forma como que pode trazer a ideia deles para ficar um momento bonito no casamento, para depois eles guardarem de recordação”, afirma a empresária.

Os preços dos bonequinhos variam conforme o modelo. O estilo caricatura custa R$ 350. A mini escultura do casal sobe para R$ 1,3 mil.

A empresária também faz estruturas artificiais de bolos. E aluga só para a decoração da festa. Com isso, o faturamento da empresa chega a R$ 10 mil por mês.

“Desde que eu comecei, a gente conseguiu dobrar a lucratividade e daqui para frente espero conseguir crescer mais e poder contratar mais gente para continuar esse trabalho, fazendo a alegria dos noivos”, diz Tácia.

E se depender da vontade do brasileiro de subir ao altar, o mercado deve crescer ainda mais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), quase um milhão de pessoas se casaram em 2010. E só no ano passado, o mercado movimentou R$ 11 bilhões, de acordo com a Expo Noivas, a maior feira de casamentos do país. O casamento é um mercado bem lucrativo para os pequenos empresários. E agora a moda é o diferencial: quanto mais personalizado, melhor.

E é exatamente isso que fazem os empresários Felipe Nascimento e Patrícia Mingues. O investimento para começar o negócio foi baixo: apenas R$ 10 mil. A empresa funciona em São Caetano Do Sul, no ABC paulista. O casal organiza toda a festa. E a ideia surgiu com a produção do casamento deles.

“Nos ficamos noivos e ao planejar as coisas para o nosso casamento, a gente foi vendo que a gente poderia agregar muito nesse mercado. A gente foi estruturando a nossa empresa”, conta Patrícia.

Eles personalizam a festa de casamento de todas as maneiras. Fazem lembrancinhas com mais de 40 tipos de produtos, com fotos dos noivos. Em um pequeno escritório, a equipe monta um vídeo com a história do casal.

“Eles passam para nós o roteiro e nós fazemos toda a parte de animação com as caricaturas deles”, diz Nascimento.

Rodrigo da Silva é um dos clientes. Ele vai se casar e já contratou a empresa para produzir o vídeo. “Vi que seria uma coisa diferente para o nosso casamento que ficaria na memória de todos”, revela.

A empresa cobra R$ 2 mil por vídeo. O faturamento médio é de R$ 10 mil.

No casamento de Janaína e Luiz Renato, tudo foi personalizado. Os produtos oferecidos pelos empresários Felipe e Patrícia viraram um sucesso. Entre os serviços preferidos estava o de caricaturas.

Diversão para os convidados e alegria dos noivos. “Cada detalhe do casamento é muito especial. E assim, personalizar, ver a nossa cara em cada coisinha é bem gostoso”, diz Janaína.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Caixa anuncia nova redução nos juros para pessoa física e empresas

A Caixa Econômica Federal anunciou que reduzirá, pela segunda vez, as taxas de juros de crédito para pessoa física e jurídica - o primeiro corte ocorreu no dia 9 de abril. Os novos juros começam a valer nesta segunda-feira (23). Nesta quinta-feira (19), o Banco do Brasil também informou que reduziu, também pela segunda vez, os juros cobrados de consumidores e empresas. 

A instituição, em nota, disse que as novas taxas acompanham a decisão do Comitê de Políticas Monetárias (Copom) de reduzir a Selic. Na última reunião do comitê, foi anunciada o corte da taxa de juros para 9%. Nos últimos dias, também anunciaram a queda de suas taxas oHSBC, o Santander, o Bradesco, o Itaú Unibanco e o Barisul. Porém, o corte ocorreu uma única vez.


Produto
Anunciadas em 09/04A partir de 23/04
Consignado INSS – taxa mínima0,84%0,75%
Consignado INSS – taxa máxima1,80%1,77%
CDC Salário) – taxa mínima
 
2,39%1,80%
Financiamento de veículos - taxa mínima0,98%0,89%

Fonte: Caixa Econômica Federal
A nota da instituição ainda diz que, com as novas reduções, "reafirma seu posicionamento de oferecer as melhores taxas de mercado e facilitar o acesso ao crédito a todos os cidadãos brasileiros." 

De acordo com a Caixa, o corte atinge as taxas mínimas e máximas para o empréstimo consignado - aposentados INSS, e as taxas mínimas para financiamento de veículos e Crédito Pessoal – CDC Salário.

Para as empresas, haverá redução das taxas de novos produtos. O banco destaca as operações de Capital de Giro parcelado – Crédito Especial Empresa com garantia do FGO – Fundo Garantidor de Operações. Os juros vão variar de 1,29% ao mês a 2,05% ao mês.

Na operação de antecipação de recebíveis imobiliários - Construgiro, voltada às empresas de construção civil, as taxas terão uma mínima de 0,97% ao mês e máxima, de 1,46% ao mês (acrescidas da Taxa Referencial).

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Prazo de entrega da declaração do Simples é prorrogado para 20 de abril

O Comitê Gestor do Simples Nacional informou que será publicada no "Diário Oficial da União", nos próximos dias, a resolução 99, que prorroga de 16 de abril para o dia 20 deste mês o prazo final de entrega da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN) 2012, que na prática é a declaração do Imposto de Renda das micro e pequenas empresas.

Neste ano, o prazo começou no início de março, quando o programa foi disponibilizado. Até o momento, segundo a Receita Federal, mais de três milhões de declarações já foram entregues pelas micro e pequenas empresas. "Tendo em vista que houve a emissão de multas por atraso na entrega nesta data, informamos que as mesmas serão canceladas", informou o Comitê Gestor do Simples Nacional.

A declaração de 2012 refere-se a fatos ocorridos em 2011. Este é o último ano que o Fisco solicitará, formalmente, a declaração do Simples Nacional. Em 2013, 3,8 milhões de micro e pequenas empresas inscritas no Simples não precisarão mais entregar o documento.

"São 3,8 milhões de empresas obrigadas a entregar DASN, que serão dispensadas em 2013. Esse mesmo contribuinte mensalmente já faz o cálculo do pagamento do tributo no PGDAS [Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional]. E as informações trazidas no PGDAS são suficientes e permitem que não se exija mais a declaração anual. A declaração em março de 2012 do Simples Nacional ainda tem necessidade de entrega", disse o subsecretário de Arrecadação da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso em dezembro do ano passado.