sábado, 24 de dezembro de 2011

Empreendedores se dão bem após passarem por dificuldades

Empreendedores que superaram as dificuldades e hoje são donos de grandes empresas mostram que, com persistência e ousadia, é possível se dar bem.

O empresário Rogimar Rios é um exemplo de força de vontade e superação. Nascido em Osasco, na Grande São Paulo, Rogimar, de 34 anos, é dono de uma franquia de móveis planejados. Ele entrou nesse mercado há 9 anos, depois de viver a pior experiência da vida dele. Rogimar é ex-detento. Foi preso em 2002, após uma tentativa de assalto a um comércio.

“Foi mais que uma fraqueza. Atingiu assim tudo que é mais importante no ser humano, ego, atingiu família, que para mim é a minha estrutura, atingiu a minha parte sentimental financeira e até física”, revela Rios.

Ele cumpriu 10 meses de pena em regime fechado e outros 8 meses em regime semiaberto. No período, começou a trabalhar no mercado moveleiro. Com apenas R$ 700 no bolso, ele propôs uma sociedade com os donos da loja em que trabalhava na época. Eles aceitaram e pediram em troca que Rios oferecesse conhecimento técnico. Assim, nascia o primeiro negócio próprio. Com o tempo, a loja aumentou e ele juntou capital para sozinho investir na franquia que tem hoje.

A loja atende a 80 clientes por mês. São feitos projetos para sala, cozinha, quarto e escritório. Os preços variam entre R$ 13 mil e R$ 25 mil. O faturamento é de R$ 1 milhão por mês. “Nós devemos fechar 2011 pelo menos com 47% em referente ao ano passado, isso nos deixa muito otimista em relação ao ano que vem”, diz o empresário.

Moda
Em uma fábrica, os sonhos de um menino viraram negócio milionário. No local são confeccionados acessórios, roupas e sapatos femininos de uma das maiores e mais badaladas grifes de moda do país no momento. Por mês, são produzidas 230 mil peças. O trabalho é feito por 2,2 mil funcionários.

Montar o próprio negócio sempre foi um sonho para o jovem de infância humilde. Marco Franzato trabalhava como bóia-fria no interior do Paraná. “Mexe comigo essa história. Mexe comigo não é de tristeza, não é nada disso, é de agradecer por tudo o que tem acontecido na empresa”, diz.

Em 2010, os números ficaram bem acima do mercado. A empresa cresceu 30% em relação a 2009. No mesmo período, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção registrou um índice de 6%.

Tamanho sucesso, segundo o empresário, é um reflexo da maneira como lida com os negócios. “A gente sabe que precisa a cada dia surpreender o mercado, fazer uma coisa diferente. Para fazer moda neste país, não é fácil”, afirma.

A grife voltada para consumidores das classes A e B está presente em mais de 3,5 mil pontos de venda no Brasil e já exporta para 12 países. Atualmente, é uma das que mais faturam no mundo da moda no país. Algo em torno de R$ 300 milhões por ano.

“O diferencial da marca é a exclusividade, os tecidos e os desenhos das peças são escolhidos por uma equipe de criação, e confeccionados nas 19 unidades fabris espalhadas pelo Paraná, e interior paulista.”

A grife é vendida em lojas próprias. Para atrair consumidores, aposta na qualidade e nas novidades. A cada dois meses, uma nova coleção chega às vitrines. “As peças são coloridas, é uma moda comercial. Mas ousada ao mesmo tempo, então tu consegue conciliar uma coisa com a outra”, diz a consumidora Rita Telles Domicis.

E para os próximos anos, Franzato está otimista. Espera manter o bom crescimento e alcançar a liderança do mercado. “O nosso objetivo é que seria a gente concluir o ano de 2020 sendo um grupo realmente número um de moda no Brasil, mas não só em faturamento, isso é claro, mas em satisfação de cliente”, revela.

Empresas individuais crescem e viram microempresas

A lei do empreendedor individual já formalizou mais de 1,6 milhão de pessoas e agora, com um faturamento maior, essas empresas individuais crescem e viram microempresas.

Em Mato Grosso do Sul, mais de 28 mil empreendedores informais já regularizaram seus negócios. É o caso de Letícia Costa de Andrade Brito, uma artesã que produz bonecos de pelúcia. Ela começou o trabalho sozinha. E um ano depois, já emprega três costureiras, duas auxiliares e viu o faturamento aumentar 800%. “Eu me sinto realizada com isso que eu faço, eu adoro, eu fiz de um hobby uma profissão”, diz Letícia.

A trajetória de Letícia Andrade foi acompanhada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) desde a formalização como empreendedora individual até a transformação em microempresa.

“A gente acredita que dentro da formalização, o Sebrae está exercendo um papel de propiciar que este empreendedor cresça e possa ser uma empresa, uma empresa do Simples Nacional, uma empresa crescendo cada vez mais”, diz Tito Estanqueiro, do Sebrae.

O produto se destaca pela qualidade. A empreendedora usa o melhor tecido, os aviamentos mais resistentes. Ela fornece os produtos para duas lojas. E também faz a decoração completa de festas infantis. Cada boneco é feito com as características que o cliente pede. Mas a empresária quer desenvolver uma coleção com personagens exclusivos. Ela já está até desenhando alguns modelos, que chegam ao mercado em breve.

“Você vê urso parecido em vários lugares. E eu desenhando e montando com nome vai ser só aqui que eu vou ter a exclusividade mesmo”, diz.

Empreendedor individual é quem fatura até R$ 36 mil por ano, tem apenas um funcionário e não é sócio de outra empresa. A formalização é gratuita e pode ser feita pela internet, no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br.

Foi o caminho adotado em Santa Catarina pela designer de bijuterias Rafaela Andrade. O atelier funciona em São José, na Grande Florianópolis. Rafaela também já ultrapassou o limite de faturamento e virou microempresa. O foco da empreendedora é criar acessórios de moda que combinem com qualquer roupa. As bijuterias de luxo são produzidas com metais banhados em ouro.

Esse par de brincos, por exemplo. Se você gostou, precisa comprar logo, porque a empresa só fabrica dez unidades de cada modelo. Daqui já saíram 4 mil produtos parecidos, mas completamente diferentes. São cinco modelos novos por semana.

“Como elas são montadas peças por peças. Só de tu modificar a ordem da montagem de cada brinco já está formando uma nova peça”, diz Rafaela.

Com a formalização, ela fez vários cursos do Sebrae. Aprendeu a planejar o negócio, melhorar as vendas, a definir o preço das bijuterias. Numa feira do empreendedor, conheceu e contratou representantes comerciais que hoje representam a marca. Os produtos já são vendidos em 100 lojas de Santa Catarina. E agora chegam à internet. “A expectativa da empresa é para o primeiro ano é um aumento de vendas de 30% e para o segundo ano, aumentar mais 25% a 30%”, diz.

Em Santa Catarina, 52 mil pessoas formalizaram seus empreendimentos individuais. E a meta do Sebrae é que eles sigam o exemplo de Rafaela Andrade e transformem o negócio numa microempresa.

“O grande objetivo do empreendedor individual, dessa nova categoria, é de incluir as pessoas, incluir o empreendedor na atividade econômica formal. E também que ele evolua, que ele cresça. Então, é natural que o empreendedor individual, a partir de um momento, ele já não se enquadre mais e ele tenha que optar por ser uma microempresa. Então, e depois uma pequena empresa. E para cada momento da vida empresarial existe uma solução adequada à necessidade de capacitação e de conhecimento gerencial desse empresário”, sugere Soraya Tonelli, do Sebrae de Florianópolis.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Prepare sua empresa para 2012

Quando o fim do ano se aproxima a atenção dos empresários está voltada ao planejamento dos próximos meses. Uma das principais preocupações é com o planejamento financeiro. Se a empresa tiver obtido lucro, a meta é manter a situação e melhorar os números, mas se o negócio fechar o ano no vermelho, o mais importante é saber o que avaliar para mudar o quadro. 

Todos os aspectos da empresa devem ser analisados na hora de planejar o ano seguinte. Produtos, receita e novas tecnologias são alguns dos itens que merecem atenção para saber o que fazer com as finanças. “O melhor é fazer uma previsão de receita e gastos. O empreendedor deve partir da situação atual e trabalhar com números reais, no caso de empresas abertas, e situações previstas, para quem ainda não abriu as portas”, analisa Hermes contador da HTG Contabilidade.

De acordo com ele, para planejar financeiramente o próximo ano é preciso saber o faturamento total da empresa e deduzir informações como custos, vendas, despesas variáveis e, a partir daí, apurar o resultado: lucro ou prejuízo. “Pensar no ano seguinte é estipular metas a partir de um cenário de 2011. Se eu tive prejuízo, por exemplo, não posso manter as estratégias. Devo analisar o mercado, meus produtos e serviços e traçar um caminho diferente”, afirma. 

Para quem fechou o ano no prejuízo, a dica é pensar em novos produtos ou serviços e até em um novo mercado consumidor. Júnior também indica que é preciso pensar em produzir mais com menos gastos, ou seja, procurar aumentar o faturamento sem impactar muito as despesas. 

Saber como está o mercado é fundamental “O empreendedor precisa saber o que os clientes querem e o que eles estão dizendo. Além disso, é importante verificar como anda a concorrência, avaliando o que ela tem de novo. É preciso aprender com ela também e extrair o que for bom para melhorar produtos e serviços”, diz. 

Os fornecedores também podem revelar informações sobre o mercado e a concorrência. Mas além dessas análises, é bastante interessante que o empresário saiba quais as novas ideias tecnológicas do seu setor. “Isso vai variar muito de empresa para empresa. Mas geralmente surgem novas tecnologias que podem ser usadas para aumentar produção com menos gasto, por exemplo, e devem ser incluídas no planejamento financeiro”, avalia Hermes. 

Após estudar a concorrência, as novidades e incluir o que for necessário disso nas finanças de 2012, o dono da empresa precisa avaliar suas despesas fixas, como aluguel, impostos e comissões sobre vendas. “Ele não deve se permitir trabalhar no prejuízo. Planejar é fundamental para mudar essa situação com caráter de emergência”, informa. 

Em uma pequena empresa, o planejamento é realizado exclusivamente pelo dono, sócios ou contador. No caso de empreendimentos maiores, a assessoria de um profissional e um mecanismo de suporte à informação pode ser útil. “Independentemente do tamanho do negócio, buscar informações é essencial. A HTG Contabilidade ajudam na identificação de problemas e na busca por soluções”, afirma. 

Você já fez o planejamento financeiro para 2012 da sua empresa? Compartilhe suas experiências com a HTG Contabilidade, Visite-nos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Aprenda a posicionar sua marca para atrair e fidelizar clientes

Com a chegada do final do ano, muitas empresas aproveitam a ocasião para rever metas e planejar as ações para o próximo ano. Rever o plano de negócios é tarefa fundamental. Neste período, vale checar se as ações realizadas correspondem ao que está descrito neste documento. Mas, e a marca? Ela atende à necessidade da companhia? Dialoga com seu público-alvo? Se a resposta for não, talvez seja o momento de alinhar essa identidade com o que a organização deseja.

Mesmo em pequenas e médias empresas – que muitas vezes não se preocupam com a importância da identidade – a marca é o ativo mais importante, e sua gestão correta tem papel importante no sucesso da organização, pois ajuda na conquista de novos clientes e fidelização daqueles que já trabalham com a empresa, já que as pessoas utilizam de um estímulo visual para selecionar suas escolhas. Nesse sentido, uma marca que gere impacto visual positivo e demonstre seus valores obtém vantagem competitiva.


"Hoje, oferecer apenas um produto adequado com uma estratégia de trabalho correta não é mais garantia de estabilidade dos negócios. Independente do ramo de atividade, investir na marca e criar valor para a própria identidade é essencial no atual cenário", avalia Helio Moreira, diretor da NewGrowing Design & Branding.

Colaboradores trabalhando pelo branding

Uma marca em harmonia com o conceito da empresa e a necessidade de seus consumidores é fundamental, mas o branding começa na conscientização dos colaboradores sobre o caminho que a empresa quer seguir e de que forma ela deseja ser vista pelo público, parceiros, clientes e fornecedores. A gestão de marca deve partir de dentro da empresa para conquistar o público externo.

E o processo de branding ou rebranding (redesign de marca) é válido também para empresas prestadoras de serviços. Neste caso, a marca ajuda a tangibilizar e agregar valor ao serviço prestado, independente de seu tamanho e faturamento: "Não existe negócio sem identidade. Todo micro e pequeno empresário que monta um negócio precisa criar um nome, uma marca para ser reconhecida por seu público-alvo. A maioria investe em equipamentos, estrutura, ponto comercial e não se preocupa em aparecer, mostrar sua identidade aos stakeholders", ressalta Moreira.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Governo lança guia de sobrevivência para micro e pequenas empresas

O governo federal lançou nesta quarta-feira (8) o "Guia de Sobrevivência para MPEs", resultado de uma ação conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), do Fórum Permanente das Micro e Pequenas Empresas, do Ministério da Justiça e do Instituto Recupera Brasil.

Confira aqui a íntegra da cartilha em PDF.

O objetivo da publicação é tentar diminuir o número de empresas que fecham as portas no primeiro ano de vida, problema que atinge 27% dos novos empreendimentos no Brasil, segundo pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A cartilha traz dicas de planejamento, saúde financeira, crises e recuperação judicial.

Seis milhões de micro e pequenas empresas
A cartilha lembra que estudo do Sebrae mostra que o Brasil tem aproximadamente seis milhões de microempresas e empresas de pequeno porte e que, por este motivo, está no topo da lista de países mais empreendedores do mundo. "Este total de empresas corresponde a 97% de todas as empresas existentes no país, sendo apenas 3% do total formado por empresas médias e grandes", diz o documento.

Segundo a cartilha do governo, são as microempresas, e as empresas de pequeno porte, que movimentam a economia nacional, empregando cerca de 52% de todos os trabalhadores urbanos do país (aproximadamente 13 milhões de empregos com carteira assinada) e geram 20% do PIB brasileiro.

Organização
Segundo o guia de sobrevivência das micro e pequenas empresas lançado pelo governo, o sucesso de uma organização, de qualquer porte ou segmento, está condicionado à capacidade que ela tem de atender às necessidades dos clientes e, dessa forma, gerar resultados.

"Planejar é um processo que pessoas e organizações devem executar, de forma sistemática
e contínua, e que possibilita definir: o que vai ser feito; com que finalidade vai ser feito; de
que maneira vai ser feito; quem vai fazer; qual o prazo para ser feito; onde vai ser feito; quanto
vai custar", informa o documento.

Após planejar, acrescenta o guia, deve-se partir para o desenvolvimento das ações, iniciando-se por capacitar as pessoas a executarem os processos (o que precisa ser feito), com base em um sistema de informações que possibilite o controle dos resultados obtidos e, se necessário, a correção de rumos, em um giro constante do ciclo PDCA (planejamento, desenvolvimento, controle e atuação).

Saúde financeira
O guia diz ainda que algumas ações simples podem ajudar na condução da empresa e gerar a chamada "saúde financeira". São elas: jamais misture os valores da empresa com seus valores pessoais; negocie as margens de desconto com seus clientes e fornecedores; mantenha um fluxo de caixa, mesmo que simples; administre bem os valores recebidos pela empresa, investindo em melhorias sempre que possível; e pague as dívidas em dia, evitando os juros.

A cartilha também traz dicas sobre contabilidade e sobre o plano especial de recuperação judicial a que estas empresas têm direito, e sobre a solução de conflitos por meio da Câmara de Mediação Especializada em Processos de Recuperação de Empresas.