quinta-feira, 23 de agosto de 2012

As diferenças entre o empreendedor e o gestor


O primeiro impulso após ter um sonho de empreender é acreditar, e muito além de acreditar é colocar a mão na massa. Trabalhar e trabalhar... Quem acredita que sendo empreendedor vai trabalhar menos, que como colaborador de uma empresa, está profundamente enganado. Se o que te move a empreender, é o pensamento de trabalhar menos, muito provavelmente terá uma grande decepção.

Recentemente assisti a um vídeo do grande Silvio Santos, um dos maiores comunicadores e empreendedores que conheço. No vídeo ele fala de forma bem informal para seus colaboradores, deixa bem claro, entre outras dicas, a que considero mais simples e mais profunda que é:

"Só não segue o objetivo, quem acredita que as coisas são fáceis. Todas as coisas são difíceis, todas as coisas tem que ser lutadas. Quando você consegue uma coisa fácil, desconfie, porque ela não é tão fácil quanto parece. Continue trabalhando, continue apostando na sua intuição, continue com os pés no chão. Não se importe com que sua esposa fala, com que seus filhos falam, com que seus amigos falem. Se importe com que você vive no dia-a-dia. Pelo menos foi assim que eu conseguir ir de camelô a banqueiro" 1
Silvio Santos
O ser empreendedor é um ser de comportamentos específicos, confunde-se comumente gerir um negócio com empreender, e nada tem em comum. O administrador é um profissional moldado em esforço no estudo de técnicas administrativas, comprovadas após utilizadas em organizações.
O empreendedor é motivado pelo comportamento e atitude, é alguém que gosta do imprevisto, do risco, da instabilidade de empreender. Certa vez ouvi um amigo dizer que empreender é solitário, e é mesmo, pois as decisões são solitárias. Empreender é absorver as dificuldades, a instabilidade de um ambiente e transformá-lo virtualmente em um ambiente seguro e confortável para quem não consegue lidar com essas variáveis.
Todo os administrador pode ser um empreendedor, mas o empreendedor nem sempre é um bom administrador. Muitos empreendedores quebram por não aceitarem que não são bons gestores e não terem humildade para reconhecer tal fato, procurando aperfeiçoamento ou ajuda de um profissional, de um administrador.
Uma pesquisa do Sebrae2 demostrou que das empresas que se tornaram inativas, 68% tiveram como motivo declarado a dificuldade com habilidades gerenciais.
Estas pesquisas comprovam que fazer um negócio acontecer, é uma coisa e mantê-los saudáveis, depende muito de capacidade gerencial. Neste ponto que reforço a importância do profissional de gestão, capacitado para tal.
O empreendedor pode até gostar de gerir, mas geralmente gosta mais de empreender e são coisas quase que antagônicas, em devidos momentos, atitudes empreendedoras, se olhadas pelo prisma da teoria administrativa, não passaria de total loucura. Posso falar isso, pois, estudei sete anos de administração de empresas e se me dissessem, ainda nos bancos acadêmicos, que tomaria decisões baseadas em intuição, eu consideraria essa pessoa um herege corporativo.
O empreendedor muitas vezes se vale de intuição e bom senso, para assumir o risco, fatores totalmente subjetivos o movem. O que é bom senso para mim, pode não ser para o outro. O empreendedor oferece soluções antes de serviços, vende pelo resultado e nunca pelas características de seu produto/ serviço. Ser empreendedor é uma cultura.
A maioria dos empreendedores cruzaram em seu caminho pelo fracasso, mas se temos 68% de empresas que quebram antes dos quatro primeiro anos, por que não somos comumente defrontados com história de fracasso?
Pesquisando no Google por Histórias de Sucesso ceguei a 7.690.000 resultados contra 1.290.000 de histórias de fracassos. Sabe por que isso acontece?
Espera aí! se somente 32% das empresas sobrevivem nos primeiro quatro anos, por que tão poucas histórias de fracasso? não deveria ser ao contrário?
Essa discrepância estatística se deve ao fato de que o empreendedor conta seus insucessos pela vitória, ou seja, o fracasso foi só uma etapa para conquista da vitória. O empreendedor é resistente ao fracasso e faz dele trampolim para a vitória.
O empreendedor é focado no reconhecimento, até aceita o dinheiro como medalha, mas seu prazer é pela competição. O empreendedor é meio como um atleta, é tolerante a falhas, mas é obcecado pela vitória.
Quando a rotina começa é hora de um empreendimento novo. Esse é o ser empreendedor.

9 atitudes que motivam os funcionários mais que dinheiro


A habilidade de motivar uma equipe é uma das grandes qualidades de um empreendedor. Neste artigo, listamos nove maneiras de restaurar a liderança e criar uma equipe mais comprometida. No texto, é lembrado que um funcionário não é motivado apenas por dinheiro, mas também, entre outras coisas, por um ambiente de trabalho agradável, no qual o líder valoriza a opinião de cada um.
1. Seja generoso na hora de elogiar
O elogio é algo que todos querem receber, além de ser fácil de dar. O reconhecimento de um CEO vai mais longe do que se imagina. Enalteça as contribuições que cada funcionário oferece e observe sua equipe se esforçar para receber ainda mais.


Imagem: Thinkstock

2. Livre-se dos gerentes

Remover a função do supervisor e passar esse "poder" ao time de funcionários cria um estímulo para que eles trabalhem melhor em equipe, já que eles não precisarão entregar relatórios de desempenho individuais. Além disso, as pessoas não sentirão que estão em níveis de importância diferentes dentro da empresa.

3. Faça das suas ideias as ideias deles

Em vez de distribuir ordens, que tal fazer com que os funcionários sintam como se eles estivessem dando ideias? Frases como: "Eu gostaria que você fizesse assim" se transformariam em "Você acha que é uma boa ideia se fizermos assim?".

4. Evite criticar ou corrigir

Ninguém gosta de saber que está errado. Se você está procurando um desmotivador, eis aqui ele. Tente uma abordagem indireta para estimular as pessoas, e lembre-se que as pessoas precisam aprender com os próprios erros.

5. Dê liderança aos funcionários

Destaque o funcionário que tiverem melhor desempenho e seus pontos fortes, faça dessa pessoa um exemplo para os outros. Levante a moral dela e lhe dê um pouco de liderança, que isso motivará os outros.

6. Leve seus funcionários para almoçar de surpresa

Em um dia aparentemente comum, leve seus funcionários para almoçar. É um pequeno gesto que fará com que eles saibam que você reconhece o trabalho e esforço deles.

7. Dê reconhecimento e pequenas recompensas

Além de elogiar o trabalho, tente recompensar a equipe e crie pequenos desafios internos. Crie metas e as coloque em um quadro onde todos possam ver. Aos que se destacarem, ofereça um jantar ou um presente.

8. Realize festas na companhia

Organize festinhas de aniversário, estimule um happy hour, não espere por datas especiais.

9. Divida o sucesso e os maus momentos

Quando a companhia estiver indo bem, celebre. Isto fará com que o funcionário saiba que você é grato pelo esforço dele. Mas quando existirem desapontamentos, divida-os também. Sua equipe merece transparência e honestidade. 

Agência usa 'táticas de guerrilha' para gerar propaganda boca a boca

Não basta ser lembrada. Para ser relevante e valiosa hoje em dia, uma marca precisa ser falada, curtida e compartilhada pelos seus fãs. Com isso, será capaz até mesmo de ganhar mídia grátis nos canais de comunicação tradicionais. Mas um empurrãozinho na forma de uma ação que chame a atenção das pessoas e desperte o engajamento dos consumidores pode fazer toda a diferença. É isso o que promete um ramo que está em alta no mercado publicitário em meio a avanço das mídias sociais, o chamado marketing de guerrilha.

“Antes mesmo do Orkut, YouTube e Facebook, as pessoas já estavam produzindo e distribuindo conteúdo via blogs e e-mail. Basta ser pertinente para conseguir uma audiência relevante e grátis”, afirma Gustavo Fortes, diretor de novos negócios e um dos sócios da Espalhe, agência criada em 2003 e referência em marketing de guerrilha no país.

Guerrilha se refere originalmente à estratégia em que combatentes contam com ataques-surpresa aos inimigos, geralmente com poucos equipamentos, mas se movendo com rapidez e contando, muitas vezes, com a ajuda da população. Na publicidade, o termo foi reaproveitado para dar nome ao tipo de ação que ocorre sem investimentos altos e fora das mídias convencionais justamente com o objetivo de surpreender o público e gerar repercussão.

Para chamar a atenção do público e transformar marcas em assuntos, a Espalhe já chegou a colocar um blogueiro suspenso por ganchos inseridos na pele em um guindaste a 50 metros de altura num dos cruzamentos da avenida Paulista, em São Paulo. O objetivo era divulgar um programa de TV do canal NatGeo. Em outra ação, para lançar uma camisa da Penalty, a agência conseguiu engajar os torcedores do Vasco para bater o recorde de tatuagens feitas em 24 h.

A empresa tem desenvolvido trabalhos voltados diretamente para o Facebook, como o ‘Causamento’ do Halls (em que duas pessoas que não se conheciam foram se casar em Las Vegas) e a seleção do Guaraná Antarctica, com fãs escolhidos pelo treinador Mano Menezes para um amistoso contra a equipe sub-20 da Costa Rica (Veja algumas das ações feitas pela agência no vídeo ao lado).

Novo mercado publicitário
Atualmente, a agência tem em seu portfólio de clientes empresas como Ambev, Kraft Foods, Fiat, Danone, ALE Combustíveis e Chrysler. Quando nasceu, a Espalhe trabalhava mais com ações pontuais. Nos dois últimos anos decidiu focar em clientes mais regulares e passou a disputar contas de publicidade com as agência tradicionais (geralmente do orçamento destinado ao digital e à ativação).

Do ponto de vista de orçamento, o chamado marketing de guerrilha ainda responde por uma fatia muito pequena do mercado tradicional. Mas, dependendo da marca, a Espalhe já chega a abocanhar até 10% dos gastos totais com publicidade.

"Na Chrysler, somos a agência digital da marca. Fazemos os sites, produzimos conteúdo e compramos toda a mídia digital. Mas muito mais importante do que comprar mídia é criar assuntos e fazer isso bombar”, diz o diretor da agência.

A Espalhe não revela valores, mas informa que as receitas da empresa praticamente dobraram de 2010 para 2011. “Para 2012, a nossa previsão é de crescimento de 112%”, diz Fortes. O crescimento também se reflete no número de funcionários da empresa. A agência terminou o ano passado com 54 trabalhadores, tem atualmente 72 e prevê chegar a 110 até o final do ano, quando também já deverá estar em funcionamento um escritório de representação no Rio de Janeiro.

“Costumamos dizer que somos a versão social de uma agência de propaganda. Mas está sendo criado um novo mercado e o nosso negócio ainda é um tela em branco", afirma o diretor da Espalhe. (Veja ao lado reportagem da Globo News sobre marketing de guerrilha)

Segundo Fortes, a tecnologia e as mídias sociais estão transformando o modelo tradicional de propaganda. “Antigamente, você tinha uma marca e comprava mídia para gerar awareness [consciência, em inglês], para as pessoas saberem da marca, e só depois ganhava mídia espontânea. Hoje as marcas realmente modernas conseguem criar uma legião de fãs que geram mídia espontânea para a marca, e só depois compram mídia”, diz.

O melhor exemplo desse novo modelo seria a Apple, que consegue transformar cada novo lançamento num acontecimento de repercussão global. “A Apple criou uma legião de fãs apaixonados muito antes das nossas mães saberem o que é Apple”, diz Fortes, destacando que é o engajamento dos fãs que tem contribuído cada vez mais para a valorização da marca.

"Quem é mais valiosa hoje: Apple ou Microsoft? Quando se fala de um programa de planilha, você pensa imediatamente em Excel, que é top of mind, mas a marca não está engajando, ninguém fala: 'Curti Excel'. Ou seja, a marca está perdendo a relevância e está cada vez menos valiosa", avalia o publicitário.
Campanha engajou torcedores do Vasco a baterem recorde de tatuagens feitas em 24 h. (Foto: Divulgação)

Ferramentas para estimular o engajamento
As promoções ou ações que oferecem algum tipo de prêmio ou exclusividade ainda são as estratégias mais utilizadas para promover o engajamento dos fãs. A diferença agora é que, a partir das redes sociais e de uma série de aplicativos, as marcas têm conseguido prolongar esse relacionamento mais estreito com consumidores que passam a acompanhar e espalhar, de forma espontânea, cada novo tuíte, vídeo ou post da marca.

"Uma coisa é falar compre um Halls, use o código de barras e concorra uma viagem a Las Vegas. Na nossa ação, lançamos um aplicativo que teve 500 mil cliques, engajou a galera e se tornou uma grande ferramenta de 'pegação' que tem tudo a ver com o Halls”, compara Fortes.

A campanha lançada no Dia dos Namorados fez o número de fãs da marca no Facebook subir para mais de 3 milhões, posicionando o Halls entre as cinco com o maior número de admiradores no Brasil. A marca nº 1 hoje no Facebook no país é o Guaraná Antarctica, que também é cliente da Espalhe.

"Nosso trabalho é dar assunto para esse público que está curtindo a marca. A revolução vai acontecer quando a gente começar a lançar produtos a partir desse engajamento. O que a Angry Birds já faz é basicamente isso. Tudo o que eles vendem é só com engajamento via joguinho", diz o publicitário.

Marketing invisível
Embora busque sempre surpreender a fim de gerar mídia espontânea e destaque na imprensa, a Espalhe diz que o marketing de guerrilha não precisa se valer de publicidade disfarçada ou de ações que camuflem de algum modo a marca.

"No tipo de trabalho que a gente faz, não faz sentido não mostrar que a marca está associada", diz Fortes. "Eventualmente, quando você já tem uma comunidade engajada, você pode nutrir isso para criar uma mística ao redor do produto, mas precisa fazer sentido. Mas se já fiz não poderia dizer porque é marketing invisível", desconversa o publicitário.

Segundo ele, o mais importante é que as ações façam sentido para a marca e sejam capazes de engajar os seus fãs, e que não sejam apenas pontuais. "Campanha errada é aquela em que as pessoas não tiveram interesse em fazer um tuite, um post. Ruim é uma marca perder a relevância, porque isso é que vai afetar seus negócios", conclui Fortes.

Espalhe tem atualmente 72 funcionários e prevê chegar a 110 até o final do ano. (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

91% das famílias não pretendem fazer empréstimo, mostra Ipea

Mais de 90% das famílias do país não planejam tomar empréstimo ou financiamento para comprar algum bem nos próximos três meses, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Entre as regiões, a Nordeste é a única em que o percentual de famílias interessadas em tomar empréstimos chega ao patamar dos 10% (10,80%). Já os menores percentuais foram registrados nas regiões Norte (2,33%) e Centro-Oeste (5,61%). No Sudeste, pretendem contrair empréstimos 7,04% das famílias, enquanto no Sul o percentual ficou em 6,49%.

Otimismo das famílias
Na comparação com o mês anterior, o nível de otimismo das famílias teve queda em julho, para 68,2 pontos – pontuações entre 60 e 80 indicam otimismo moderado.

Em relação à economia nacional para os próximos 12 meses, a expectativa das famílias brasileiras ficou estável na comparação com junho, com 65% dos entrevistados esperando por melhores momentos. Já em relação aos próximos cinco anos, a confiança teve queda, com 60,8% das famílias otimistas.

Consumo e endividamento
Sobre o consumo de bens duráveis, 58,3% das famílias acreditam que agora é um bom momento para adquiri-los, valor 1,9 ponto inferior ao registrado no mês de junho. “Enquanto isso, 37,5% das famílias consideram que não é o momento ideal, valor que vem aumentando desde o mês de maio”, diz o Ipea em nota.

A pesquisa mostrou ainda que houve melhora no nível de endividamento das famílias. Entre todas as consultadas, 55,8% afirmaram não ter dívidas – valor 2,8 pontos percentuais superior ao do mês anterior (53%).

A dívida média também recuou, para R$ 4.507,02 em julho, ante R$ 4.916,86 em junho. “Pode-se notar uma gradual diminuição da dívida média das famílias brasileiras a partir do mês de maio”, aponta o Ipea.

Consórcios movimentam R$ 38 bilhões no 1º semestre, diz Abac



O número de participantes ativos em consórcios no país cresceu 12,9% no primeiro semestre deste ano, chegando perto dos 5 milhões de consorciados em junho, aponta nesta segunda-feira (20) a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

O volume movimentado foi de R$ 38,1 bilhões, alta de 5,8% sobre os R$ 36 bilhões do mesmo período de 2011.

Com relação a novas adesões acumuladas, o sistema de consórcios registrou aumento de 1,5%, com 1,234 milhão de janeiro a junho deste ano, contra 1,216 milhão no mesmo período do ano anterior.

As contemplações nos consórcios atingiram 600,9 mil no primeiro semestre, alta de 14,2% sobre o primeiro semestre do ano passado.

O presidente-executivo da associação, Paulo Roberto Rossi, destaca, em nota, que as contemplações, em sua maioria, se transformaram em bens móveis, imóveis e serviços. “Em momento de dificuldade econômica, como a que estamos vivenciando em alguns segmentos, o mecanismo cumpre seu papel de equilibrar e alavancar os negócios dos diversos elos da cadeia produtiva e manter empregos”, avalia, no comunicado.