quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Previdência privada cresce 32% no 1º semestre, diz federação

A indústria de previdência privada registrou um crescimento de 32% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado, com arrecadação de R$ 33 bilhões, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (21) pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). 

Os poupadores individuais lideraram os investimentos no período com aportes de R$ 28,6 bilhões, uma alta de 36,33% em relação ao primeiro semestre de 2011.

Os planos de previdência VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre) tiveram a maior expansão nas arrecadações no período, de 38,24%, com uma arrecadação de R$ 28 bilhões. Esse tipo de plano é direcionado ao investidor que não declara Imposto de Renda pelo modelo completo.

Os planos PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre), adequados aos contribuintes que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo modelo completo, totalizaram contribuições de R$ 3,2 bilhões no primeiro semestre, um aumento de 8,50% frente a igual período de 2011.

Os planos tradicionais tiveram arrecadação de R$ 1,6 bilhão nos primeiros seis meses do ano, aumento de 2,11% em relação a igual período do ano passado.

Gastos da classe C com moda em 2012 devem superar A e B em R$ 10 bi

Os consumidores da classe C devem gastar com roupas e acessórios neste ano R$ 10,2 bilhões a mais do que as classes A e B juntas, segundo levantamento do instituto Data Popular divulgado nesta quarta-feira (22).

Os gastos da chamada nova classe média brasileira com moda devem somar R$ 55,7 bilhões em 2012, segundo a pesquisa, o que representa 46% do total. Já as classes A e B devem responder por 37,6% dos gastos, ou R$ 45,5 bilhões, e as classes D e E somará R$ 19,8 bilhões (16,4%) em compras relacionadas a moda.

Atualmente, a classe C representa 53,9% da população brasileira. O Data Popular considera como classe média as famílias com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019.

Em 2011, os gastos da classe C com moda somaram R$ 52,8 bilhões. De acordo com o estudo, os consumidores da nova classe média ampliaram em 153,2% os gastos com moda em nove anos, de R$ 22 bilhões em 2002 para os R$ 55,7 bilhões previstos para 2012. Itaú

Por regiões, a nova classe média do Sudeste é a que mais gastará neste ano, respondendo por 48% do total estimado. O Nordeste aparece em seguida com 19%, superando o Sul (18%). O Centro Oeste deve contribuir com 7,9% e o Norte com 7,5% dos gastos.

A pesquisa mostra, entretanto, que a população das classes A e B é a que mais consome roupas: 29,3% afirmam comprar alguma peça pelo menos 1 vez por mês ou mais. Na classe C, esse percentual cai para 17%, mas 51% afirmam comprar pelo menos 1 vez a cada 3 meses.

O levantamento do Data Popular foi feito através do cruzamento de informações da Pesquisa de Orçamento Familiar (FOP) e da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD).

Receita estuda sistema contra fraude em programa de microempreendedor


A Receita Federal disse nesta quarta-feira (22) que irá estudar como cruzar a base de dados do Fisco com a da Polícia Federal para evitar que inscrições irregulares continuem a ser feitas no programa do Microempreendedor Individual (MEI) por imigrantes sem visto de residência permanente no país. O Fisco disse que vai avaliar como o cruzamento poderá ser feito sem prejudicar a "agilidade e a conclusividade do processo de inscrição".

Em muitas oficinas de costura em São Paulo, imigrantes bolivianos aproveitam-se da brecha no sistema de cadastro, realizado pela internet, e conseguem fazer a inscrição mesmo sem ter o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) permanente, uma exigência do próprio sistema.

"Para evitar esse tipo de fraude, é necessário que o aplicativo que faz a inscrição do MEI tenha acesso à base de dados da Polícia Federal para validar se o estrangeiro tem visto permanente ou não. A Receita Federal do Brasil vai avaliar juntamente com a Polícia Federal como poderá ser realizado esse acesso sem comprometer a agilidade e a conclusividade do processo de inscrição", diz nota enviada nesta tarde pelo Fisco.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), responsável pelo programa, disse que o “Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC) está levantando informações sobre o caso”.

Em nota enviada nesta tarde, acrescentou que "nenhum sistema está imune a fraudes, especialmente quando se trata de autolançamento, isto é, quando baseado na boa fé dos cidadãos". 

O ministério diz que, "uma vez identificada a fraude, o caso deve seguir o devido processo legal, apurando-se as responsabilidades por eventuais crimes cometidos, o que já está sendo feito pelas instâncias competentes".

O ministério ressaltou, ainda, que o programa, criado em 2008, já incluiu mais de 2,7 milhões de empreendedores e "é amplamente exitoso". "Os bons resultados colhidos nesses quatro anos não impedem o governo federal de aperfeiçoá-lo quando necessário. Foi o caso, por exemplo, da ampliação dos limites de enquadramento anunciado em 2011, de R$ 36 mil para R$ 60 mil de faturamento anual", disse o ministério, em nota.

O MDIC afirmou que, "da mesma forma, mecanismos de controle podem ser melhorados e o governo empreenderá esforços para isso, a fim de coibir práticas lamentáveis como a denunciada".

Fiscalizações trabalhistas
Para se enquadrar no MEI, a empresa precisa ter faturamento de até R$ 60 mil ao ano e registro de apenas um funcionário. Muitas oficinas de costura registradas de maneira irregular, no entanto, faturam mais que o limite e têm normalmente mais de cinco trabalhadores. A brecha no sistema colabora para que persistam irregularidades trabalhistas comuns nesses locais, muitos dos quais são alvos constantes de denúncias de trabalho em condições análogas à escravidão.

Com relação às fiscalizações sobre os vínculos empregatícios nessas oficinas, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) disse que não tem como aumentar as vistorias que já são feitas, tendo em vista o número limitado de auditores.

“Não há condição de pegar todo o cadastro do MEI e ir uma por uma, nós vamos encontrar muitas regulares. Nós vamos estar desperdiçando uma mão de oba que o Brasil já é carente (...). Temos que trabalhar com foco no indícios de infração”, explicou a secretaria nacional de Inspeção do Trabalho, Vera Albuquerque. “Infelizmente, é aquilo do cobertor curto, onde nós somos poucos, temos que fazer prioridades, e as prioridades são onde vamos conseguir atingir o maior problema e proteger o maior numero possível de trabalhadores”, afirmou.

O MTE afirmou que aumentou muito as ações fiscais nesse setor têxtil em São Paulo desde 2009. Segundo o ministério, só em 2011, foram fiscalizadas 372 empresas do ramo no estado de São Paulo, sendo que 4 delas foram flagradas com trabalho análogo à escravidão. Neste ano já foram 117 fiscalizações, sendo 3 flagradas com trabalho análogo à escravidão. "Temos uma preocupação enorme com esse ponto (...). Temos equipe permanentemente de plantão, quatro equipes de combate em Brasília e uma em São Paulo", afirmou a secretária.

Máquina imprime marcas e logotipos em qualquer tipo de objeto


A máquina tampográfica é um equipamento para quem quer trabalhar no mercado de brindes, embalagens ou cosméticos. Em São Paulo, uma empresa investe na fabricação das máquinas e oferece 36 modelos diferentes.

O equipamento imprime marcas e logotipos em qualquer tipo de objeto, de plástico, vidro ou borracha. “Tudo tem uma impressão, a gente não percebe, mas no dia a dia a gente convive e usa muito. É isso que reforça as marcas, e a qualidade da impressão. E todo mundo tem uma preocupação de apresentar o seu produto com a melhor marca possível, com a melhor impressão da sua marca”, diz a empresária Michelle Flues Ivanoff.

A empresa que produz a máquina tem nada menos que 100 anos. Começou com o avô da empresária. O contrato social da empresa, de 1911, amarelado pelo tempo, registra o capital inicial: 30 contos de réis. Na década de 80, a empresa passou de importadora a fabricante das máquinas. Hoje Michelle e o marido Dimitri Ivanoff fazem tudo: criam os modelos, produzem as peças e montam a máquina.

“O cliente se sente mais seguro, primeiro porque ele pode encontrar a alternativa, e nunca vai faltar, vamos dizer assim, os insumos, as soluções, e ele não vai precisar ir para fora para achar soluções que ele pode encontrar aqui dentro”, diz ele.

A empresa faz 36 modelos de máquinas. O mais barato custa R$ 3,4 mil. É manual, imprime nomes e logotipos de até 5 cm, em até 200 peças por hora.

A máquina tem uma borracha de silicone na frente e um clichê com tinta atrás. Basta pressionar a borracha sobre a tinta, puxar, pressionar de novo sobre a peça e está pronto. O interessante é a variedade do equipamento: trocando o clichê é possível fazer impressão numa infinidade de objetos, como escova de dente, lâmpada, painel de carro, brinquedo, frasco, em superfície plana e curva.

A empresa também produz máquinas mais rápidas. Um modelo pneumático, por exemplo, faz 3 mil impressões por hora. Custa R$ 8,7 mil. A empresa fornece os clichês com o logo que o cliente quer. Cada um custa a partir de R$ 20.

“É muito interessante, a gente tem bastante procura nesse tipo de segmento porque você, com custo baixo, consegue ser autossuficiente. E muitos dos nossos clientes recebem as peças, imprimem e devolvem as peças impressas, então por si só ele se basta”, revela a empresária.

Muita gente compra a máquina para atuar no segmento de brindes para empresas. É o caso de Tatiana Nogueira. Ela comprou a primeira máquina em 2008, e hoje já tem duas.

“É um mercado que está aí para todo mundo, quem tiver interesse, eu recomendo. Não tenho medo nenhum de concorrência porque está todo mundo sempre querendo divulgar a sua marca e o brinde é, comparado a outras mídias, um produto barato. É um mercado muito bom e está em crescente expansão, agora com Olimpíadas, Copa do Mundo, sempre as empresas fazem questão de divulgar, estar presentes nesses momentos”, diz.

Tatiana faz impressões em todo tipo de brinde: calculadora, bloco de recado, caneca, chaveiro, caneta. A impressão dá identidade ao produto, e o preço dispara. Uma caneta simples que custa R$ 0,50 com a impressão vai para R$ 0,90.

“Uma caneta, apenas caneta, a pessoa ganha, ou melhor, compra, em qualquer papelaria, uma caneta estampada, uma caneta com a marca, ela ganha status de presente e confere a proximidade, a divulgação institucional, promocional, do seu produto, da sua marca”, diz.

Tatiana faz impressões em 70 mil brindes por mês. A partir de agosto, o movimento aumenta 30%, impulsionado pelas encomendas dos brindes de final de ano.

E depois de 100 anos, a fábrica de máquinas tampográficas segue com a bola toda. Só no último ano, as vendas cresceram mais de 30%. Agora, a quarta geração da família se prepara para assumir o negócio, com fôlego renovado. “A gente espera sempre buscar com as pessoas que a gente trabalha melhores resultados, e é assim que a gente tem feito e vai continuar fazendo”, diz a empresária Carolina Flues Ivanoff.

Laticínios clandestinos são fechados no sudoeste do Maranhão


Em várias propriedades, os fiscais encontraram materiais usados para a produção de queijo. Os locais sem nenhuma estrutura e higiene foram interditados.

A operação denominada “Queijo Fraudado” se concentrou nos municípios de Açailândia, Cidelândia e São Francisco do Brejão. Em Cidelândia foi realizada a maior apreensão, 2.200 barras de queijo.

Sempre escoltadas por policiais militares, as equipes estiveram em três depósitos e uma fábrica em Açailândia, onde os fiscais apreenderam duas toneladas de queijo e maquinários. Foi preciso a ajuda de um caminhão para recolher o material apreendido.

Segundo dados da Agência Estadual de Defesa Agropecuária, apenas nove laticínios operam legalmente na regional, cinco com serviço de inspeção federal e quatro com estadual.

Todo o material apreendido foi incinerado. Os donos dos laticínios clandestinos foram autuados.