quinta-feira, 12 de abril de 2012

Caixa reduz juros do crédito para famílias e pequenas empresas

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (9) um corte nas taxas de juros para o crédito de famílias e financiamento para micro e pequenas empresas.

A redução de juros anual do cheque especial chega a 67%. Para correntistas com crédito salário, os juros do cheque especial passarão de 8,18% ao mês para 3,50% ao mês. Os outros clientes contarão com taxa máxima de 4,27% ao mês, porém os juros podem chegar a 1,35% ao mês, dependendo do relacionamento do cliente com o banco.


Compare as taxas da Caixa Econômica
TaxaTaxa atual (a.m)Nova taxa (a.m)Diferença anualizada
Cheque especial normal8,25%4,27-59%
Cheque Especial Mínima1,35%1,35%-
Crédito Pessoal Sênior (CDC Sênior3,92%2,47%-42,0%
Crédito Pessoal Turismo (CDC Turismo)4,97%3,57%-33,7%
Crédito Pessoal Automático (CDC Automático)5,40%3,88%-34,2%
Crédito Consignado Taxa mínima1,29%1,20%-7,4%
Crédito Consignado Taxa máxima2,82%1,95%-34,2%
Crédito Consignado INSS (1 a 6 meses)0,84%0,84%-
Crédito Consignado INSS (7 a 12 meses)1,75%1,40%-21,6%
Crédito Consignado INSS (13 a 60 meses)2,14%1,80%-17,5%
Cartão de Crédito Nacional12,86%9,47%-40,0%
Cartão de Crédito Internacional12,17%8,80%-41,0%
Cartão de Crédito Gold10,76%7,70%-40,4%
Cartão de Crédito Platinum5,15%5,15%-
Cartão de Crédito Infinite3,97%3,97%-
Cartão Azul Caixa12,86%2,85%-87,7%
Antecipação de Imposto de Rendade 2,42% a 2,80%2,20%-24,0%
Financiamento de Veículo (Taxa Mínima)1,19%0,98%-18,6%
Giro CAIXA Fácil2,72%0,94%-68,7%
Desconto Cheques e Duplicatas (Taxa Média)1,72%1,25%-29,2%
Aporte CAIXA – Garantia Imóvel (servidor público conta salário)de 1,35% a 1,75%de 1,35% a 1,42%-20,3%
Crédito Pessoal Salário (CDC Conta-Salário)4,65%2,39%-54,8%
Cheque Especial Salário8,18%3,50%-67,4%
Cartão Azul Caixa12,86%2,85%-87,7%

Fonte: Caixa Econômica Federal
Quanto às taxas anualizadas relativas a cartão de crédito, a redução foi de 40% no rotativo para todos os clientes que tenham cartões Nacional, Internacional e Golden. segundo a Caixa.

Além dessas medidas, o banco também anunciou o lançamento de um novo cartão de crédito, chamado "cartão Azul", com juros mais baixos. Para os correntistas que recebem salário na Caixa, a taxa será de 2,85% ao mês. Para quem contratar esse cartão, que é nacional, as taxas, de acordo com a Caixa, cairão dos atuais 12,86% ao mês para 2,85% – uma redução de 87% na taxa anual.

O corte também ocorreu no crédito pessoal direto na conta corrente. A taxa passou de 5,40% ao mês para 3,88% ao mês. Para clientes com conta salário, os juros foram reduzidos de 4,65% ao mês para 2,39% ao mês.

Consignado e veículos
No crédito consignado, também houve redução. A taxa passou de 2,82% ao mês para 1,95% ao mês. Para os aposentados que recebem pela Caixa, a taxa passou de 2,14% ao mês para 1,80% ao mês, podendo chegar a 0,84% ao mês.

A redução dos juros também atinge o financiamento de veículos. A taxa mínima foi reduzida de 0,98% ao mês, podendo chegar a 2,25% ao mês, de acordo com o carro, o cliente e o prazo, entre outros fatores.

Não houve corte nas taxas relativas a crédito imobiliário, já que, segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, as praticadas hoje têm margens "muito pequenas". Ele disse, no entanto, há um estudo sendo feito. "No Fundo de Garantia, por exemplo, não é a Caixa que dá o spread, embora esteja-se estudando taxas menores para as faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. Está sendo feito estudo para ver se isso é possível. Está sendo feito um estudo com muito cuidado porque lá as margens são pequenas".

Para empresas
O programa de corte das taxas de juros também atende as linhas de capital de giro para empresas. A taxa passará de 2,72% ao mês para 0,94% ao mês.

“Não tem nada que esteja sendo feito que não tenha sido precificado com cuidado. Na nossa relação com nosso controlador, o Ministério da Fazenda, temos uma meta de lucro para esse ano, que não pode ser menor que o do ano passado, o maior lucro da Caixa no ano passado. Está tudo planejado para isso. Não estamos fazendo ação para a Caixa ter lucro ou prejuízo. Fizemos as contas da maneira mais conservadora possível”, afirmou Hereda.

O banco já havia informado, na última quinta-feira (5), que reduziria suas taxas de juros.

Contra o spread
A Caixa segue a ação do BB, que anunciou, também na semana passada, um pacote de redução de juros das principais linhas de crédito para pessoas físicas e micro e pequenas empresas. Com o programa batizado de "Bom para Todos", o banco estatal pretende elevar em R$ 26,8 bilhões os limites de crédito para micro e pequenas empresas e em R$ 16,3 bilhões os limites para pessoas físicas.

As reduções de juros dos bancos ocorrem após o governo anunciar um pacote de R$ 60 bilhões para estimular a produção da indústria brasileira, na terça-feira (3).

O Governo Federal vem pressionando os bancos para reduzirem o "spread" – a diferença entre o que o banco "paga" para captar recursos e quanto ele cobra para emprestar – e, assim, reduzir as taxas de juros cobradas no país. Com a redução dos juros dos bancos estatais o governo estaria buscando acirrar a concorrência e, assim, forçar os bancos privados a também baixarem as taxas cobradas.

Segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, no entanto, a redução das taxas de juros anunciada nesta segunda não foi uma "decisão política". "Nossa decisão tem amparo em precificações, análise de carteira, de nível de risco, das taxas de inadimplência. Não foi uma decisão política", disse ele.

Abrir loja de doces exige investimento de apenas R$ 10 mil

Com investimento de apenas R$ 10 mil, é possível montar uma loja de doces. A estratégia para o sucesso do negócio é escolher um ponto comercial com bastante circulação de pessoas e mais, ter uma grande variedade de produtos.

Negócios que exigem baixo investimento são os mais procurados pelos investidores brasileiros. Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade afirma que quase 60% dos empresários que abriram o próprio negócio, nos últimos 8 anos, investiram até R$ 10 mil.

O segredo de ganhar dinheiro investindo valores baixos está na escolha de um bom ponto comercial. A estratégia é montar a loja em um bairro de grande movimento. Se tiver escolas, hospitais, ou transporte público de fácil acesso por perto, melhor ainda. Isso significa clientes. A loja de doces de José Augusto de Oliveira é um exemplo.

O empresário montou a doceria há 8 meses e investiu cerca de R$ 10 mil. Ele comprou prateleiras e uma geladeira. A loja tem 36 metros quadrados.

“A doceira tem um lucro muito pequeno, você ganha pelo movimento. Então a gente procura comprar bem, por um preço bom, e repassar isso para os clientes”, afirma o empresário.

Oliveira usa uma bancada no meio da loja como estratégia de venda. No local ficam balinhas, pirulitos e chocolates que custam alguns centavos e atraem o consumidor.

“Serve mais para as pessoas sentirem que estão no meio dos doces. E realmente, é isso. Passa e vai por impulso, compra alguma coisa, principalmente depois do almoço que dá uma passada e pensa, ‘ah, eu vou comprar um doce’, entendeu? É mais ou menos assim, é por impulso mesmo”, avalia.

Oliveira fatura cerca de R$ 10 mil por mês e sabe que tem potencial para faturar muito mais. A dica é oferecer muitas opções com preço bom. “A cada mês vem aumentando o movimento (...). Isso deixa a gente bem contente. Na experiência de que o negócio dê certo”, diz.

E a professora Janaína Magalhães trocou a sala de aula pelo comércio há três anos. Ela montou uma loja de doces na Zona Sul de São Paulo. O começo foi difícil: fez um investimento precipitado de R$ 30 mil. Inexperiente, errou na escolha dos produtos. “Eu comprei um monte de doce que ninguém gosta e não vende. Perdi tudo”, diz. “Venceu, foi para o lixo, e cobrei um preço muito caro. Então, colocava assim, 150% em cima de um doce.”

Erros como o de Janaína servem de dicas para quem vai abrir esse tipo de negócio. E ela aprendeu: agora, só trabalha com pequeno estoque e bons preços. “Hoje eu descobri que com 30%, no máximo 50%, você consegue ter um giro maior, um lucro maior, mais pessoas na sua loja e a tendência é só crescer”, afirma.

E além disso, a empresária tem poucos gastos. Ela trabalha só com o marido e não tem funcionários.

A loja é pequenininha, mas só no tamanho, porque a variedade é enorme. São oito metros quadrados de doces. Produtos que muitas vezes custam menos de R$ 1, mas que juntos dão um bom lucro para a empresária. A Janaína chega a faturar cerca de R$ 6 mil por mês.

A loja fica perto de uma escola e ela investe no horário de entrada e saída das crianças nas aulas. O faturamento cresce a cada ano. Desde que abriu a loja, a empresária dobrou os números. “Se o cliente chegar aqui e pedir um doce que eu não tenho, eu vou buscar só para ele e pesquisar o mercado. Agora, por exemplo, eu estou entrando com a linha diet, que eu não sabia que vendia, linha diet e linha light”, afirma.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Os três maiores erros em uma campanha de marketing

Existe muito empreendedor que acha fazer uma campanha de marketing é fácil, e muitas vezes acha que consegue encara o desafio sozinho. Isso faz com que a empresa gaste dinheiro e faz o empresário perder energia e noites de sono. Tudo para ter um resultado insatisfatório. Isso acontece porque fazer marketing não é fácil, e ações desse tipo requerem um especialista. Mas se você ainda não pode contratar um, vai ter que estudar e pesquisar bastante. Enquanto isso, saiba que existem formas de melhorar a imagem do negócio com mudanças de sutis de atitudes. A HTG Contabilidade criou uma lista com os três erros bobos cometidos pela maioria dos donos de pequenas empresas. Confira.
Erro 1 – A empresa não sabe divulgar
A propaganda é mais importante para as empresas novas no mercado do que para as outras. É necessário reservar um dinheiro para investir na publicidade do seu negócio. Mas não é tão simples assim. Antes das ações começarem, você precisa saber exatamente quem você quer atingir. Ou seja, fazer a propaganda direcionada a um público específico faz toda a diferença.
Erro 2 – A empresa não sabe atender
Outro erro muito comum das empresas é não saber atender corretamente os clientes. É necessário responder todas as solicitações, sugestões e reclamações. E lembre-se: de preferência sempre sorrindo. Invista em treinamentos para os seus funcionários. Seus clientes vão dar mais valor.
Erro 3 – A empresa não se importa com o pós-venda
A busca frenética e desenfreada dos clientes é o erro mais comum das pequenas empresas. Fuja disso. Assim, você gasta dinheiro e energia e acaba perdendo os consumidores antigos. Por isso, foque no cliente que você já conquistou.

Por quanto tempo você será responsável pelas dívidas da empresa da qual foi sócio

Muitas pessoas se vêm a voltas com dívidas e outras espécies de problemas causados por empresas que julgavam encerradas ou ainda da qual eles achavam que não faziam mais parte como sócios.
Isto normalmente acontece por falta de alguns cuidados básicos que deveriam ser tomados no encerrado das empresas ou na saída dessas pessoas do quadro societário dessas empresas.
Para entendermos melhor estas situações, vamos inicialmente analisar os cuidados que devem ser tomados no encerramento de uma sociedade.
Extinção da sociedade:
Os direitos e obrigações dos sócios nascem com o contrato social da empresa ou na data em que ele estabelecer, terminando com a extinção dessa sociedade.
A extinção de uma sociedade é um processo normalmente complexo, que se inicia com disposição dos sócios em encerrar as atividades da empresa, partindo-se então para liquidação do seu patrimônio social e da partilha dos lucros entre os seus sócios.
A liquidação do patrimônio da sociedade é a fase na qual é realizado o seu ativo, ou seja, apurado e recebido os créditos e direitos da sociedade, sendo então pago o seu passivo, dívidas e obrigações existentes. Já na fase da partilha é realizada a distribuição do lucro eventualmente existente entre seus sócios.
Após a realização dessas medidas é finalmente elaborado o distrato social dessa sociedade e realizada a baixa dos seus registros, inscrições e matrículas junto aos órgãos competentes.
Assim, a falta de algum desses procedimentos/registros podem significar que a sociedade continua existindo perante os órgãos públicos, gerando a cobrança de multas e outras penalidades legais.
Saída da sociedade:
No caso da retirada de um sócio, não basta ele “achar” que não pertence mais ao quadro societário de uma empresa. É preciso ter certeza que sua saída tenha sido registrada no contrato social dessa empresa e que essa alteração contratual tenha sido averbada no órgão competente, no caso Junta Comercial, quando se tratar de sociedade mercantil ou Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, quando se tratar de sociedade simples.
Outra informação muitas vezes desconhecida é que o sócio continua respondendo pelas obrigações que ele tinha na sociedade, juntamente com o novo sócio, durante o período de 2 anos a contar da averbação (registro) da alteração do contrato social. Esta responsabilidade não alcança as dívidas e obrigações novas, realizadas após sua saída do contrato social daquela empresa.
Desta forma, para evitar surpresas desagradáveis e custosas, é melhor investir na contratação de serviços contábeis e jurídicos de profissionais competentes no momento da dissolução de uma empresa ou mesmo quando o empreendedor se retira de uma sociedade. Neste caso vale o dito popular de que vale mais prevenir do que remediar.