sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Como sua empresa deve interagir nas redes sociais?

O consumidor brasileiro é um forte simpatizante das redes sociais. Há uma série de pesquisas que afirmam ser o brasileiro o povo mais presente no Orkut, por exemplo, e entre o qual redes como Twitter e Facebook fazem grande sucesso. Neste ambiente, devemos estar atentos para o que o consumidor mais acessa.

Segundo pesquisas recentes sobre o tema, a navegação em redes sociais é a terceira atividade que mais ocupa tempo dos usuários na América Latina, atrás apenas de visitação a portais e uso de comunicadores instantâneos. Diante desse cenário, podemos dizer, sem grandes exageros, que as redes sociais podem ter um efeito mais devastador em uma marca do que outro tipo de exposição, imprensa ou publicidade.

E o que esses usuários fazem nas redes? No Orkut, as áreas de uso mais intenso são os álbuns de fotos e as páginas de recados. Ou seja, saber o que o outro faz e diz é fundamental e grande influenciador da tomada de decisões do usuário. É justamente aqui que o empresário que deseja ter sua marca bem exposta em uma rede social deve atuar. A interatividade é tamanha nesses ambientes, que as redes são capazes de gerar um efeito manada. Ou seja, um comentário pode desencadear uma discussão com proporções jamais imaginadas.

Diante desse cenário, como uma marca deve comunicar-se com os usuários das redes sociais? É preciso criar um novo departamento na empresa? Há um profissional especifico? Antes de o gestor preocupar-se com tudo isso, ele deve conhecer bem o público com quem está lidando. O mais importante quando falamos de marcas nas redes sociais está relacionado à inserção dessa marca no ambiente virtual, com a finalidade de evitar comentários negativos. Mas como fazer isso?

A conduta ideal das companhias é ter um posicionamento claro e ativo dentro das redes sociais, que permita oferecer respostas rápidas ao consumidor. Podemos comparar a criação dos call centers há alguns anos, como resposta a uma necessidade do consumidor, com a criação de um meio de resposta para nova geração de consumidores cada vez mais online. Ou seja, um mecanismo claro e autêntico de resposta e de interação com o consumidor nas redes sociais se faz necessário em qualquer organização. Vale lembrar que não deve somente existir um departamento ou um gestor de redes sociais, mas toda a empresa deve estar capacitada a lidar com essas novas mídias, o que garante agilidade e transparência na comunicação.

No ambiente virtual, lidamos não apenas com consumidores, mas, em muitos casos, com missionários ou advogados da marca. Muitas vezes, eles nem sequer consomem o produto, mas a simpatia ou antipatia a ele são capazes de desencadear uma avalanche de comentários positivos ou negativos.

Além de conseguir responder às questões do internauta, a empresa pode e deve utilizar-se das informações colhidas nas redes sociais para aprimorar seus produtos, serviços e até mesmo pontos de sua estratégia. Neste ambiente virtual, toda cadeia de valor pode ser afetada. Tanto as empresas de capital aberto, que têm grande volatilidade no mercado, quanto aquelas que ainda não estão na bolsa de valores - e dependem do canal de vendas - estão sujeitas aos sabores e dissabores das redes sociais.

Em um ambiente incerto e sem fronteiras como este, as empresas devem preocupar-se em fidelizar e ampliar sua rede de bons usuários. Este é o caminho para evitar o desgaste de uma marca e lutar contra a manada de comentários indesejáveis.

Lucas Reñe Copell, sócio diretor da Vallua Consultoria, é graduado em engenharia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pós-graduado em marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
Diante da percepção de que são altos os custos e de que há uma enorme burocracia envolvida na criação e manutenção formal de um empreendimento, a opção pela informalidade parece vantajosa ou mesmo a única alternativa de sobrevivência para um pequeno negócio. No entanto, uma análise cuidadosa das vantagens existentes na formalização derruba este mito.

Mais do que sofrer as consequências de uma fiscalização ou de uma ação trabalhista, o grande risco do empreendedor que vive na informalidade está na limitação de crescimento imposta por esta condição, por mais que se invista tempo, dedicação e empenho em fazer o negócio dar certo. "Quem está nesta situação não pode exercer a plenitude de sua atividade, de seu talento, e fica à margem de todo o processo de excelência de seu segmento", afirma Edson Lupatini Jr., secretário de comércio e serviços do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

"A informalidade faz com que haja receio de se expor, se apresentar, até mesmo de criar um site para falar de seu produto ou serviço e atrair mais clientes", observa o professor Alexandre Nabil, do Núcleo de Inovação e Tecnologia da Universidade Mackenzie, mostrando o contrassenso que a condição traz, já que o sucesso de um empreendimento está diretamente relacionado ao quanto ele é conhecido por seu público-alvo. Por isso, Nabil lembra que a formalização permite estar aberto a oportunidades, encontrar parceiros comerciais, participar de cadeias de valor, ser fornecedor para grandes empresas e órgãos públicos, exportar, enfim, estar presente de forma ativa no mercado. E, principalmente, ter acesso a produtos financeiros importantes para impulsionar o desenvolvimento, como linhas de financiamento a custo bem mais acessível do que o crédito pessoal, capital de giro e a possibilidade de aceitar pagamento em cartões de crédito e débito.

Até mesmo a relação com os empregados é beneficiada, com a redução de conflitos e o aumento do comprometimento da equipe, facilitando o naturalmente delicado gerenciamento das pessoas. "O trabalhador que tem seus direitos respeitados estabelece cumplicidade com o empregador, o que se traduz em produtividade. Ele colabora com ideias, se preocupa em economizar recursos da empresa, há aumento na confiança entre as partes", avalia a coordenadora do Núcleo de Empreendedorismo e Desenvolvimento Empresarial do Mackenzie, Vânia Nassif.

Um aspecto particularmente importante é que não existe um caráter retroativo quando se opta pela legalização da atividade. Vânia conta que, ao realizar uma pesquisa acadêmica, descobriu que este era um dos maiores receios dos ambulantes que atuavam na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo. "Eles tinham vivido muito tempo de maneira informal e tinham medo de serem cobrados pelos atrasados", lembra. "É importante saber que não há uma relação com o passado, que tudo começa exatamente no momento da formalização".

Outra concepção errada que leva à opção pela não regularização das atividades da empresa é a redução da margem de lucro. “Ele pensa que, se tiver de recolher tudo, estas taxas vão consumir boa parte dos ganhos e ele vai lucrar menos”, comenta a professora. Porém, os riscos de penalidade, como multa por fiscalização, fazem com que esta possível diferença não seja vantajosa. Enquanto as oportunidades trazidas pela formalização compensam seu custo pelo aumento da capacidade de negociação com fornecedores, o acesso a capital de giro, e o maior volume de negócios. Além disso, já existe tratamento diferenciado de recolhimento de imposto para as micro e pequenas empresas, o Simples, que reduziu e simplificou a carga tributária para este segmento, e já se pode contar com as facilidades da recém-criada figura do Empreendedor Individual.

Entre todas as vantagens da formalização, os três especialistas são unânimes em ressaltar o aumento da autoestima pela valorização social vivida pelo empreendedor que se formaliza, que passa a ter um reconhecimento da família e da comunidade onde atua e a exercer sua cidadania, trazendo benefícios para a sociedade como o todo. Sabendo estar aparado em termos previdenciários, sem o fantasma de passivos trabalhistas e fiscais, ele tem a segurança necessária para se planejar e enxergar as possibilidades de crescimento.

Rumo à formalização

Uma grande marcha rumo à formalização está em curso no Brasil com a instituição, em junho do ano passado, da figura do Empreendedor Individual. Voltado para quem tem renda bruta anual de até R$ 36 mil, o programa enquadra 430 atividades, como as de artesão, manicure, pedreiro, borracheiro, costureira, encanador, eletricista, jardineiro, pintor, pipoqueiro, entre outras. Até o dia 12 de março o programa já contabilizava 142 mil adesões. "Acredito que até o final do ano chegaremos a um milhão de empreendedores individuais", aposta o secretário de comércio e serviços do MDIC, Edson Lupatini Jr.

A HTG Contabilidade tem estimado um custo para formalização dos empresários a partir de R$250,00, contemplados com a emissão de alvará ou licença de funcionamento junto à Prefeitura, o registro na Junta Comercial e Receitas Federal e Estadual.  Dentro de um prazo de até 8 dias, desde que a documentação esteja em perfeita ordem. Esse prazo pode chegar a até três meses, em escritórios da região. O empreendedor passa a ter um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e o NIRE (Número de Inscrição no Registro de Empresas) e pode emitir notas fiscais (optativo para quando o cliente for pessoa física e obrigatório quando for pessoa jurídica). E além de todas as vantagens de um negócio formal, passa a ter cobertura previdenciária para ele e sua família.

No Simples Nacional, o Empresário pode registrar a quantidade de funcionários sem limitações a quantidade e salário a um custo de 8% do salário para FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A tributação sobre as receitas (Total de Vendas) são de a partir de 4 %, de acordo com sua atividade (Comércio, Serviços ou Indústria). 

Diferenciação é a melhor alternativa para vencer a concorrência

Para atuar num mercado, qualquer que seja ele, é importante saber quem são os empresários com os quais você vai disputar espaço e clientes. E a primeira ação é mapear exatamente quem é o seu concorrente. Para isso, Fábio Petruceli Carayon Bastos, analista e consultor de marketing do Sebrae-MG (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais) oferece uma definição simples: “Concorrente é aquele que oferece a mesma solução para o problema do seu cliente”, esclarece.

Ou seja, nem sempre seu concorrente direto é aquele que vende o mesmo produto que você. Para esclarecer a afirmação, Petruceli dá o exemplo de uma rede de lojas de chocolates real. “A maioria dos clientes dela compra chocolates para presentear e não para consumo próprio. Por isso, a rede disputa consumidor diretamente com lojas de perfumes e cosméticos, por exemplo”, afirma. Nesse sentido, é essencial conhecer bem o cliente, seu perfil e como ele consome seu produto para compreender quem são realmente os concorrentes.

No caso de concorrentes que trabalham com o mesmo tipo de serviço ou produto que o seu, a dica é apostar em especialização e qualidade no atendimento. “Vender mais barato não é bom parâmetro. Afinal, você não sabe qual é o capital de giro de seu concorrente para entender como ele consegue diminuir a margem de lucro”, alerta Petruceli.

Partindo do pressuposto de que seu produto e serviço têm qualidade e os de seu concorrente também, sua empresa precisará se destacar por algum diferencial. Se no seu bairro, por exemplo, há uma academia de ginástica tradicional, com bons serviços e que fica lotada de jovens, na sua academia você pode se especializar oferecendo um serviço especial para terceira idade. Se na mesma rua há uma padaria cujos doces são um sucesso entre os vizinhos, aposte em um negócio que ofereça produtos integrais ou diet, por exemplo. “Especializar-se é uma boa estratégia de posicionamento no mercado”, orienta o consultor do Sebrae-MG.

Batalhando contra gigantes
Dependendo do tipo de negócio, os concorrentes de pequenas e micro empresas também podem ser as médias e grandes. Se não dá para competir no preço, já que essas companhias têm mais poder de barganha no mercado, é preciso inteligência e parcerias para manter a saúde do seu empreendimento.

Montar cooperativas é boa opção de parceria entre pequenos empresários. Juntando empreendedores do mesmo segmento, o poder de compra aumenta e é possível negociar melhores preços na obtenção, por exemplo, de matéria-prima. Essa é a maneira que muitos pequenos empresários brasileiros da área têxtil têm encontrado, atualmente, para vencer a concorrência dos tecidos e roupas chineses e indianos.

O consultor Reginaldo André Dal’Bó, da Conceito Consultoria, especializada em gestão para micro e pequenas empresas, lembra porém que, na hora de vender, seu parceiro na cooperativa volta a ser concorrente. “Na hora de fazer o seu produto circular, cada um deve achar sua própria estratégia para se diferenciar”, afirma.

Ainda quanto à comercialização dos produtos, uma avaliação importante é entender as conseqüências de estar fisicamente próximo de concorrentes diretos. Petruceli afirma que essa é uma vantagem dos shoppings, pois se o consumidor vai comprar um sapato, por exemplo, é vantajoso para ele ter várias lojas de sapatos próximas para comparar modelos e preços.

As grandes redes varejistas também podem ser concorrentes diretos de pequenas empresas que estão no mesmo bairro. Para sobreviver no mercado, Alfredo Passos, professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), especialista em inteligência competitiva, diz que é preciso se adiantar à estratégia do concorrente. “Essas grandes redes anunciam as ofertas da próxima semana nos jornais. O microempresário, que vende algum desses produtos, precisa saber dessas ofertas e ter uma proposta melhor para os clientes do bairro”, explica.

O professor diz que oferecer serviços que o varejista não tenha também é boa maneira de ganhar clientes. E dá um exemplo prático: uma papelaria pequena provavelmente não vai conseguir vender papel sulfite mais barato que uma grande rede, entretanto pode oferecer serviços em domicílio de cópia e digitalização, atraindo escritórios da região e profissionais liberais.

Análise da concorrência
A internet é, sim, uma boa ferramenta para conhecer melhor seu cliente e saber o que ele oferece. Mas os consultores são unânimes: nada substitui a investigação de campo. E isso significa ir pessoalmente ao concorrente - ou mandar alguém de confiança - para conferir como é o atendimento, quanto tempo demora em média até o cliente ser atendido, se os atendentes são gentis e conhecem o que vendem, por exemplo. “Isso não tem nada a ver com espionagem, pois não haverá roubo de dados nem nada do tipo. Você estará apenas colhendo informações que podem ser observadas por qualquer cliente”, diz Petruceli.

A apostila “Como elaborar um plano de Marketing”, oferecida pela HTG Contabilidade, trata, entre outros assuntos, sobre análise da concorrência propondo exercícios a serem feitos pelo micro e pequeno empresário.

Utilize a ferramenta de avaliação do negócio e verifique a viabilidade do seu empreendimento

Se você sente-se pronto para empreender seus projetos e estruturar sua empresa, o HTG Contabilidade dá a chance de avaliar seus conhecimentos sobre o ambiente em que sua operação será implementada. É o serviço “Avaliação do Negócio”, que combina um teste dos seus conhecimentos a uma análise objetiva, feita exclusivamente, do seu plano de negócios. A ferramenta pode ser acessada em contato com nossa equipe, solicite!

A avaliação é divida em três etapas e o avanço para a etapa seguinte se dá a partir do seu desempenho a cada passo. A primeira se trata de um questionário dividido de forma a abranger todas as áreas do seu negócio, ajudando-o a reavaliar alguns conceitos e consolidar suas estratégias.

Uma vez concluído este questionário e caso sua avaliação seja positiva, você poderá enviar o sumário do seu plano de negócios para a avaliação. Caso ainda existam conteúdos a reforçar, a HTG Contabilidade o ajudará a identificar as áreas em que será preciso um estudo mais específico, indicando ferramentas e conteúdos pertinentes.

Ao final do processo você poderá receber, como ferramenta de trabalho, um software que lhe permitirá ampliar e aprofundar o desenvolvimento do plano de negócios, propiciando mais controle sobre as atividades, especialmente do fluxo de caixa.

Veja abaixo os passos do processo e entenda como proceder.
  1. Auto-avaliação: Responda ao questionário do empreendedor e revise os quesitos mais importantes para a consolidação do seu negócio.
  2. Pré-Avaliação: Submeta o sumário executivo do seu projeto à pré-avaliação da nossa equipe. Se o seu desempenho for aprovado, você receberá um software que o ajudará nos processos seguintes.
  3. Fluxo de caixa: Posteriormente, poderá enviar o plano de negócios completo, já em formato específico para uma avaliação gratuita dos especialistas.

Sistema ajuda na organização e distribuição de tarefas

Abrir uma empresa, na maioria das vezes, é sinônimo de trabalhar mais. Dependendo do ramo do negócio, noites e finais de semana passam a fazer parte da rotina de trabalho de empresários e funcionários. Mas, ao contrário do que muitos pensam, é possível organizar o tempo, distribuir tarefas e trabalhar menos e a tecnologia pode ajudar muito nisso.

Foi o que descobriu o diretor de marketing digital, João Vargas, que criou um sistema de distribuição de atividades em sua agência de comunicação. “Desenvolvi o programa pensando nas necessidades da minha empresa. Precisava gerenciar as tarefas, otimizar o tempo e fazer com que cada funcionário soubesse suas atividades”, explica Vargas. 

A ideia do programa surgiu quando, ao testar alguns sistemas prontos, o diretor percebeu que sempre algo não se encaixava. Segundo ele, desistiu, então, de tentar os aplicativos pré-desenvolvidos e analisou suas reais necessidades para criar o próprio software. Há quatro meses no mercado, o software tem como diferencial permitir que seja incluída uma nova função sempre que necessário. 

O sistema cadastra trabalhos com título, responsável, sua descrição, prazo de término, pasta do servidor da agência e o status (em andamento, aguardando aprovação etc). “A grande vantagem do programa está no filtro, pois cada funcionário pode visualizar quais são suas tarefas e os prazos para que elas sejam executadas”, afirma Vargas. 

Outro ponto interessante aos empreendedores é que o software permite ao gestor acompanhar em tempo real as atividades de cada setor e funcionário. O programa também minimiza o trabalho de distribuição de tarefas, já que para cada trabalho é cadastrado um e-mail, enviado ao próprio funcionário, que organiza sua rotina e atualiza o status de seu andamento. 

De acordo com os objetivos do criador do programa, é importante para o gestor ter conhecimento dos serviços que serão executados pela empresa, mas, além disso, os funcionários também precisam saber que existe uma organização. “Os prazos devem ser respeitados, mas o programa também auxilia em não deixar um ou outro funcionário sobrecarregado”, diz Vargas. 

Hoje, o software organiza os serviços dentro da empresa. De acordo com o diretor de marketing o segundo passo será deixar os clientes visualizarem os resultados, para que o serviço seja realizado de forma mais transparente. 

Em sua empresa algum software é utilizado para gerenciar e organizar tarefas? Compartilhe suas experiências conosco, deixe seu comentário.